#DFML18 | Manchester United segue como campeão de receitas do futebol mundial

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O faturamento caiu de € 689 milhões para € 676,3 milhões. Mesmo assim, o Manchester United se manteve como campeão mundial de receitas em 2016-17. É o que crava a nova edição do Football Money League, da Deloitte, divulgada hoje (23). Os red devils ficaram “apenas” € 1,69 milhão à frente do Real Madrid, agora segundo colocado — superando o arquirrival Barcelona (€ 648, 3 milhões) — e dono da maior evolução do estudo: de € 620,1 milhões para € 674,6.

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Mas o que fez essa diferença em favor do Manchester United? Três pontos principais:

— o acordo com a adidas, que, embora vista a ambos, é muito maior em Old Trafford (£ 75 milhões) do que no Santiago Bernabéu (por ora, € 40 milhões);

— o market pool da UEFA para UCL e UEL (explicamos aqui);

— e a ativação do megacontrato de TV da Premier League (avaliado em £ 4,5 bilhões entre 2016-19), que rendeu £ 141,1 milhões aos ingleses contra € 140,1 milhões aos espanhóis.

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Em quarto lugar está o Bayern, com € 587,8 milhões (queda de € 4,2 milhões). A cifra é bem menor do que o recorde de € 640,45 milhões anunciado pelo clube em seu último balanço — provavelmente porque o #DFML18 não considerou a plusvalência de € 52,6 milhões nas janelas de transferência. O Manchester City, em discreto crescimento, fecha o TOP 5.

Acima, você tem o TOP 20 do #DFML18 detalhado. Para facilitar, destacamos oito pontos:

— o futebol inglês domina o levantamento, com 10 representantes, sendo cinco nas dez primeiras posições;

— com a saída do Zenit, apenas os cinco maiores mercados europeus (Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália e França) compõem a análise;

— comparativamente, o Bayern gerou mais ganhos comerciais do que qualquer outro (58%), e é o único alemão no TOP 10;

— o PSG perdeu a sexta posição para Arsenal (broadcasting e premiações por desempenho doméstico explicam o porquê);

— dono da maior média de público do mundo, o Borussia Dortmund viu sua participação de match day cair de 22% para 19%;

— apesar das críticas, a mudança do Boleyn Ground para o Olympic Stadium fez a receita de match day do West Ham subir de € 36 milhões para € 41,2 milhões, com a mesma participação (19%);

— mais uma vez, a Juventus é a única equipe italiana no TOP 10. Já Milan e Roma não ficaram sequer no TOP 20;

— combinados, os 20 clubes geraram € 7,9 bilhões em receitas (+6%, um novo recorde).

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Como será o Football Money League de 2019 (ou seja, correspondente à atual temporada 2017-18)? Boa parte das definições para pelo desempenho em campo. No momento, City e United, respectivos líder e vice da Premier League, têm vantagens em premiações domésticas sobre Barcelona e Real Madrid. Todos estão vivos na UCL e, conforme avancem, farão mais negócios, lotarão seues estádios, somarão bônus por desempenho e crescerão no market pool da UEFA. Apostamos, ainda, num grande crescimento do PSG (fator-Neymar Jr.), nas evoluções de Liverpool e Chelsea (ambos de volta à UCL), na retração do Arsenal (que ficou “só” com a UEL) e, como sempre, na sustentabilidade financeira de Bayern e Juventus. Somente o Tottenham, puxado por seu novo acordo com a Nike e eventuais impactos primários de seu futuro estádio, poderá ser uma surpresa no TOP 10.

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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