#UWCL | Champions League feminina: a prima (muito) pobre da #UCL

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Amanhã (1º de junho), Olympique Lyonnais e Paris Saint-Germain decidirão a UEFA Women’s Champions League — a Champions feminina. O local será o City Stadium, de Cardiff, no País de Gales, mesma sede decisão entre Juventus e Real Madrid, no próximo sábado (3). E essa é a única coincidência entre os dois eventos. Porque, além de receber menos atenção da mídia especializada, a UWCL não conta, nem de longe, com as cifras do torneio masculino.

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Lyon e PSG disputarão um prêmio total de € 450 mil, sendo: € 250 mil às campeãs e € 200 mil às vices; ou, se preferirmos, 0,58% (ZERO VÍRGULA CINQUENTA E OITO POR CENTO) dos € 26,5 milhões que estarão em jogo na final masculina. E para chegarem até aqui, lyonnais e parisiens superaram quatro mata-matas (16-avos de final, oitavas, quartas e semifinais), recebendo apenas bônus de € 20 mil por etapa e ajudas de custo para viagens entre € 3,5 mil e € 7,5 mil. Já nos grupos preliminares, que definiram oito classificadas para os 16-avos de final, houve somente a ajuda para viagens. Literalmente, pagou-se para jogar.

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“E as premiações pela campanha?” Não tem. A UWCL premia apenas as equipes eliminadas nos mata-matas, e só a partir das quartas de final, com € 25 mil, além de € 50 mil para quem saiu nas semifinais. Se somarmos essas cifras às da final, o valor técnico do torneio será de € 600 mil. Ínfimo, se comparado aos respectivos € 39,7 milhões e € 38,7 milhões que Juventus e Real Madrid já acumularam na UCL apenas pelo desempenho nos gramados — sem contar o market pool de mídia, inexistente na edição feminina.

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O baixíssimo valor da UWCL contrasta com os avanços que a UEFA tem registrado em seu futebol feminino. Sim, é uma competição ainda em desenvolvimento — como também a modalidade está se desenvolvendo. É preciso que os clubes invistam, mas os torneios também devem ser viáveis. À parte uns poucos mercados onde o “fut fem” está bem estabelecido, como Suécia, Noruega, Dinamarca e Alemanha, só disputam plenamente a Champions feminina os clubes que contam com a assistência de equipes masculinas ricas — não por acaso Lyon e PSG eliminaram, respectivamente, Manchester City e Barcelona nas semifinais. Não dá. Assistencialismo não gera profissionalismo. Na próxima revisão de receitas para a UCL e a UEL, a UEFA deveria considerar um upgrade para a mulherada.

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagem: Divulgação.

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