#UCLfinal | Mesmo que seja vice, Juve receberá mais da UEFA que o Real Madrid

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Neste sábado (3 de junho), Juventus e Real Madrid decidirão a UEFA Champions League no Millennium Stadium de Cadiff, no País de Gales. E financeiramente, na distribuição de receitas da UEFA — não estamos falando sobre bilheteria ou merchandising, ok? —, a vitória já é bianconera. Vamos entender?

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Juventus e Real Madrid chegam à decisão praticamente empatados em premiações técnicas (relembre as cotas): € 39,7 milhões para a Signora e € 38,7 milhões para os merengues. Essa diferença de “apenas” € 1 milhão foi feita na fase de grupos, em que os italianos performaram melhor do que os espanhóis — 4V e 2E contra 3V e 3E.

Como a diferença entre os prêmios para o campeão e o vice é de € 4,5 milhões (€ 15,5 milhões contra € 11 milhões), o Real ainda tem a chance de ultrapassar a Juve nesse quesito técnico. O que definirá o triunfo financeiro juventino então? Os direitos de transmissão da UCL. Ou por outra, a forma como distribui esses direitos: o market pool.

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Explicando: na UCL (e também na UEL), os clubes recebem o broadcasting proporcionalmente aos acordos de mídia fechados em seus países, desde a primeira fase preliminar. Forma-se aí o market pool. E sse montante, que atingiu € 507 milhões em 2016-17, é dividido de acordo com:

— a posição em que cada clube se classificou para cada torneio na temporada anterior (campeões nacionais garantem dinheiro extra);

— a progressão dos clubes na disputa (quanto mais partidas e melhores performances, mais dinheiro); e

— o número de vagas que um mesmo país ocupa fase a fase no torneio (quanto menos concorrentes domésticos, mais verba para cada clube).

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Nesse cenário, a vantagem é toda da Juventus. Acompanhe:

— a Juve se classificou à UCL 2016-17 como campeã italiana, enquanto o Real, apesar de ser o atual dono da “orelhuda”, chegou para a disputa como vice-espanhol; e

— a Juve teve a concorrência de apenas um concorrente nacional (o Napoli) e somente até as oitavas, ao passo que o Real “conviveu” com o Sevilla até as oitavas, Barcelona até as quartas e Atlético de Madrid (a quem, inclusive, eliminou) até as semifinais; e

— o mercado italiano concentra atualmente o maior valor de mídia das competições da UEFA (quantidade e/ou valorização de contratos).

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Está feito: mesmo que saia de Cardiff sem a taça, a Juventus terá o bolso mais cheio. Ao todo, a Signora já faturou € 58,5 milhões do market pool da UEFA, enquanto estima-se que o Real Madrid receberá cerca de € 15,5 milhões se (e somente se) erguer a duodécima. Proporcionalmente, uma diferença ainda maior do que na edição 2015-16, quando a Juve, mesmo eliminada nas oitavas, recebeu mais do que o dobro de mídia em relação aos campeões merengues (€ 52,932 milhões contra € 26,027 milhões).

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagem: Divulgação.

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