Torcer em pé na Inglaterra: a revolução começa em Shrewsbury

tifosy

Lembra que, em 2012, falamos sobre a campanha Safe Standing, realizada pela associação popular The Football Supporters Federations-FSF, para que os torcedores do Reino (ex?-) Unido pudessem voltar a assistir aos jogos em pé, com segurança, se assim desejassem?

De lá para cá, apenas um projeto piloto foi implantado: em Glasgow, na Escócia, pelo Celtic. Os hoops investiram € 600 mil para transformar 2.900 da curva norte do Celtic Park em rail seats — assentos compactos, muito comuns nos estádios da Alemanha, que dão ao torcedor a escolha de ficar em pé, abrigando até o dobro da capacidade sentada.

Sucesso absoluto: por ter preços mais acessíveis e estar localizada no coração da Green Brigade Ultras, a chamada standing área trouxe de volta ao Celtic Park um público (ainda) mais popular, que mandou a atmosfera do estádio para cima e, consequentemente, atraiu ainda mais torcedores — que, tão em evidência quanto os jogos no gramado, recuperaram seu protagonismo no espetáculo.

E é no embalo dessa experiência do Celtic Park que o conceito de safe standing pode, finalmente, chegar (ou voltar) à Inglaterra, cinco anos após a campanha da FSF, e quase 30 depois da proibição formal recomendada pelo “Relatório Taylor” — a resposta à tragédia de Hillsborough, em 1989. Onde? Em Shrewsbury.

shrews

Nesta semana, a torcida do Shrewsbury Town, da Terceirona (Sky Bet FL1) concluiu a campanha de crowdfunding para substituir 250 cadeiras por rail seats na seção South Stand do estádio New Meadow. A arrecadação, feita através da plataforma Tifosy, ultrapassou £ 65 mil, com mais de 1.000 doadores — ou, em números redondos, um-sexto da média de público dos shrews até aqui em 2017-18.

A expectativa do clube — que já ativou a novidade com a hashtag #SafeStandingIsComing — é ter sua standing área pronta para a temporada 2018-19. Até lá, mais e mais clubes estudarão, junto às suas torcidas, a possibilidade de fazer algo semelhante em seus estádios. Ao que, claro, receberão respostas positivas. O “Safe Stand” é iminente. E popular. Popularíssimo.

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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