RUBRO-VERDE ESPETACULAR | O doc. sobre a era azul da Portuguesa

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Vermelho com verde dá que cor? Nos anos 1950, deu azul. Três vezes. Claro que estamos falando do vermelho e do verde da Portuguesa, que, em sua década de ouro, ajudou a resgatar o orgulho do futebol nacional, ferido pelo Maracanazo da Copa do Mundo FIFA de 1950, ao conquistar três vezes (1951, 53 e 54) o título de Fita Azul — um reconhecimento entregue pela então Confederação Brasileira de Desportos-CBD em parceria com o jornal paulistano A Gazeta Esportiva aos clubes que faziam excursões destacadas no exterior.

Um capítulo histórico que pudemos conhecer em detalhes graças ao excelente, e independente, documentário “Rubro-Verde Espetacular”.

Dirigido por Cristiano Fukuyama (que nos presenteou gentilmente com uma cópia) e Luiz Nascimento — a mesma dupla que você já viu por aqui nos docs. lusos, “O Fado da Bola” e “A História em 11 Metros” —, e produzido com o apoio d’O Acervo da Bola e da própria Portuguesa, “Rubro-Verde Espetacular” propõe a Lusa dos anos 1950 não só como a melhor de todos os tempos, mas também como um dos maiores times do mundo. E não é exagero.

Primeiro, pelo elenco: Muca, Nena, Noronha, Djalma Santos, Brandãozinho, Ceci, Julinho Botelho, Renato, Nininho, Pinga e Simão, o time de 1951 (ao qual, com os anos, juntariam-se Genê, Átis e Orestes, todos presentes no documentário), entrou para os almanaques como base da seleção brasileira que conquistaria seu primeiro título em solo estrangeiro — o Panamericano do ano seguinte. Segundo, pela campanha: somadas as três excursões, a Lusa passou por nove países (Turquia, Espanha e Suécia, em 1951; Peru, Colômbia e Equador, em 1953; e Inglaterra, França, Alemanha e, mais uma vez, Turquia, em 1954), com 28 vitórias, oito empates e apenas uma derrota em 43 jogos. E, terceiro, pela aclamação: ainda antes de o Palmeiras ser carreado em triunfo por São Paulo pela conquista da Copa Rio — que o clube pleiteia como primeiro mundial interclubes da história —, a Portuguesa desfilou, nos braços do povo, sua primeira Fita Azul pela capital paulistana; mais do que isso, os clubes gringos faziam questão de desafiar o quadro rubro-verde após a primeira turnê.

E melhor do que essa história — que se estende brevemente ao bi do Rio-São Paulo, às presenças lusitanas na Copa do Mundo FIFA 1958 e à compra do Canindé —, só mesmo quem a conta. Além dos já citados ex-jogadores Genê, Átis e Orestes, “Rubro-Verde Espetacular” é traz entrevistas e depoimentos de, entre outros: Orlando Duarte (lenda viva do nosso jornalismo esportivo); Carlos Botelho, filho do grande Julinho; Mário Américo Neto, representando o folclórico massagista da “garrafa mágica”, Mário Américo; e Vital Vieira Curto, coordenador do Museu Histórico da Portuguesa.

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”Rubro-Verde Espetacular” não é um culto ao passado. É sobre a reconstrução de uma história. Ficou curioso? Então, programe-se: o documentário será exibido no evento “Lusa — Passado, Presente e Futuro”, que acontecerá no Museu do Futebol, anexo ao estádio do Pacaembu. Para quem está fora de São Paulo, o caminho é adquirir uma cópia em DVD aqui. Vale muito a pena.

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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