#RacingPositivo | Vivemos a experiência de uma noite de jogo em Avellaneda

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Ir à Argentina e não assistir a uma partida en la cancha? Seria uma viagem incompleta para um apaixonado por futebol. Nesta última quarta (1º), de passagem por Buenos Aires, fomos convidades pelo marketing do Racing Club, da cidade vizinha de Avellaneda, para acompanhar o embate entre La Académia e os colombiano do Rionegro Aguilas, pela CONMEBOL Sul-Americana. E compartilhamos com você a experiência completa, desde a saída do hotel até a chegada ao estádio Juan Domingo Perón — o popular El Cilindro. Vamos nessa?

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Ficamos hospedados em Palermo Soho, que fica a 14 quilômetros de Avellaneda. Saímos do hotel às 19h20 e demoramos aproximadamente 45 minutos para chegar próximo ao estádio. Fomos de taxi, trocando uma ideia com Alfredo, fútbolero boquense, que nos falou sobre sua idolatria por Diego Maradona e seu desgosto com Messi. Pelas ruas, um típico trânsito dos dia de jogos, com a bandeira do Racing agitada em muitos carros — aquela euforia peculiar dos hinchas argentinos que todo mundo gosta.

Descemos, enfim, na Av. Manuel Belgrano e logo escutamos uma canção que dizia o seguinte:

Si llenamos nuestra cancha y no jugamos, defendimos del remate nuestra sede, si la nuestra es una hinchada diferente, no es amarga como la de Independiente.

Era a La Guardia Imperial — a barra brava, coração da torcida organizada racinguista. Pronto. A noite começava ali.

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Estava na cara, no ar, que a noite seria diferente. Aliás, na cara, no ar e em tudo mais. Atravessamos duas barreiras policiais até entrarmos em uma área fechada para quem possuía ingressos. Lá, vimos painéis contando a história do clube, food trucks, loja com produtos oficiais da Kappa e até um espaço para os torcedores confraternizarem. Entramos no El Cilindro por volta de 21h20 e fomos para o setor central superior. Antes da pelota rolar, a La Guardia Imperial já fazia a festa, mesmo o estádio não estando completamente cheio.

Assim como aconteceu durante o êxodo argentino na Copa do Mundo FIFA 2014, em Avellaneda (re)vimos a verdadeira alma do futebol. Nossa atenção se dividia entre a torcida, que não parava de cantar, e um grupo de crianças que jogava ao lado do gramado; dentre elas, o pequeno Santi, que ficou famoso ao emprestar uma de suas muletas para outro niño poder ver a despedida do ídolo Diego Milito — uma foto que ganhou o mundo. Com certeza uma das cenas mais lindas que já vimos dentro de um estádio.

A recepção ao Racing foi outro ponto alto da noite — e ninguém nos tira da cabeça que esse momento é uma marca popular do futebol Hermano —, com muitos papéis picados e hinchas inflamados cantando a tradicional:

“Racing, mi buen amigo, esta campaña volveremo a estar contigo, te alentaremo de corazon, esta es tu hinchada que te quiere ver campeón”

Com a bola já em jogo, a La Guardia fez jus à fama e não parou de alentar um só minuto. Paixão? Certamente. Mas também há cultura aqui. Cultura boleira. É assim, extremadamente, que o argentino entende o futebol. E, acreditem, é contagioso.

Tendo o Racing pressionando durante todo o primeiro tempo — com direito, inclusive, às famosas confusões entre jogadores sul-americanos — foi impossível não pular e cantar junto na versão de “La Bamba” e no tradicional “Vamo Acadé”. Nossos leitores do Independiente que nos perdoem, mas:

“Vamo acadé, vamo a ganhar, Avellaneda es carnaval, donde jugues, yo voy a estar, esta es la Guardia Imperial”

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Os primeiros 45 minutos acabaram mesmo sem gols. Hora de comer e beber alguma coisa. Tudo bem tranquilo para comprar, com pouca fila e bons preços. Sem enrosco.

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De volta ao jogo, precisamos de apenas 15 minutos para ver El Cilindro explodir com um gol do Racing — na baliza contrária ao setor da La Guardia Imperial. Mérito do jovem Braian Mansilla, 19 anos, que tinha acabado de entrar em campo.

La Académia seguiu pressionando, a torcida cantando sem parar e as crianças jogando o seu futebol, até o apito final do juiz. 1×0, que pode ajudar a sacramentar a classificação para a próxima fase, na Colômbia. Mas a vantagem mesmo foi nossa, pela grande noche sudamericana que vivemos no belo e clássico El Cilindro.

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Após a partida, saímos extasiados, ainda com os cânticos ainda tomando conta de nossas cabeças. Fomos caminhando até a Av. Bartolomé Mitre — o mesmo local onde a noite começou, a apenas quatro quarteirões do estádio — e em pouco menos de 10 minutos foi possível pegar um táxi de volta a Palermo.

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Fica aqui o nosso agradecimento especial ao Diretor de Marketing do Racing — e nosso leitor! — Pablo N. Ruiz (@pablonruiz), por nos ajudar com os ingressos e proporcionar a oportunidade de conhecer um pouco da cultura racinguista. E se você estiver pensando em ir à Argentina e a data coincidir com um jogo de La Académia, vá sem hesitar. Com certeza retornaremos mais vezes a Avellaneda.

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Lembrando que essa não foi a primeira vez que visitamos e contamos sobre a experiência que um clube proporciona aos seus torcedores e visitantes. Já estivemos com o Orlando City, na MLS; e em abril estaremos de volta à terra do Tio Sam para conhecer o novo estádio dos lions. Queremos e vamos visitar muitos outros clubes para dividir tudo com vocês aqui, no FutMKT. Viva a cultura do futebol

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Raphael Lavor é publicitário, fanático por futebol, colecionador de camisas e trabalha na Klefer Marketing Esportivo.

Imagens: FutMKT

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Category: Marketing