Quem vestirá o São Paulo em 2018?

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No papel, o contrato entre São Paulo e Under Armour foi assinado até o final de 2019. Na prática, porém, o clube e a fornecedora chegam ao final do terceiro ano de parceria em “destrato”: a marca garante a entrega de uniformes até o meio de 2018 e, até lá, poderá fazer uma nova proposta. Enfrentando concorrência.

Foi a solução para uma crise pesada. A Under Armour não estava conseguindo cumprir os repasses do acordo — R$ 15 milhões em dinheiro e, em média, R$ 12 milhões em materiais por ano — e no mesmo tempo que acumulava uma dívida entre R$ 16 milhões e R$ 24 milhões com o clube até o final de setembro, proprunha a renegociação do contrato para baixo (o que, especula-se, aproximaria o São Paulo do modelo que a marca estabeleceu junto ao Fluminense, salvo por uma garantia mínima maior).

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Chegou-se, então, ao citado “destrato”. E a Under Armour abriu para a concorrência: de acordo com o repórter Felipe Altarugio, da rádio Jovem Pan AM, de São Paulo-SP, Penalty, Kappa, Topper, Nike, adidas e New Balance também negociam pela camisa tricolor — e há quem ainda diga que a Umbro também está na disputa. Analisando uma a uma, nos parece que:

— o retorno da Penalty, que foi substituída justamente pela Under Armour e apresentou os mesmos problemas de pagamento, parece irreal;

— a Kappa tem menos chances por estar atrelada à SPR, que foi sacada da administração das lojas oficiais do São Paulo (já chegaremos lá);

— a Topper tem uma ligação vitoriosa com o clube (com quem foi tricampeã da América e do mundo, em 2005) e busca presença na capital paulistana, mas não tem poder de internacionalização;

— Nike e adidas são sonhos antigos no Morumbi, mas, no momento, tenderiam a colocar o São Paulo em inferioridade contratual contra, respectivamente, Corinthians e Palmeiras. A adidas, porém, conta com o “fator Kaká”;

— a New Balance está em expansão na América Latina (terá suas duas seleções, Panamá e Costa Rica, na Copa do Mundo FIFA 2018) e busca entrar no mercado brasileiro; e

— a Umbro vem investindo fortemente no futebol brasileiro, e ter mais um clube em São Paulo (lembrando que o Santos já está garantido) seria a cereja do bolo.

O que vai definir a parada? O modelo de negócio.

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Em entrevista ao portal Globo Esporte, o Diretor de Marketing do São Paulo, Marcio Aith, espera que o clube seja sócio da fornecedora no próximo contrato. Isso inclui: a reabertura total da loja-conceito do Morumbi; a gestão da rede de lojas tricolores — que era feita pela SPR, hoje ex-parceira —, com exclusividade na venda da linha casual, e royalties progressivos (num exemplo, 20% para 200 mil e 40% para 400 mil); e um fee mínimo, como garantia.

Nesse modelo, o São Paulo compensaria os R$ 15 milhões de verba anual que, provavelmente, não alcançará num novo contrato, seja qual for a parceira. Know how comercial para essa implantação, a maioria das marcas concorrentes possui. Será fundamental também a participação do torcedor — que, afinal, é quem compra — bem como o desempenho tricolor em campo — que é a motivação para comprar mais.

Que vai dar negócio, não temos dúvida. Que tipo de negócio, porém, em com quem, ainda é cedo para dizer. Vamos aguardar, de olho nas novidades.

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Com informações de: Jovem Pan AM e Globo Esporte.

Imagens: Divulgação.

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Category: Futebol MarketingMercado

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