O vestiário da Arena Condá é o templo de uma Chapecoense que não morre

No vestiário, a Chapecoense pegou o “Vamo’ Vamo’ Chape” emprestado das arquibancadas da Arena Condá para comemorar sua inédita classificação à final da Copa Sul-Americana de 2016. Imagens que, infelizmente, também ficariam marcadas como uma das últimas lembranças felizes antes do acidente da LaMia, que vitimou a equipe em Medellín, no caminho desse sonho.



No vestiário, ainda quente pela lembrança e frio pela dor, a Chapecoense agradeceu às homenagens que recebeu nas camisas dos seus 19 companheiros de Série A, que foram a campo sem ela na última rodada do ano passado. Juntos, eles propuseram que a Chape tivesse imunidade ao rebaixamento em 2017, para que pudesse se refazer. A própria Chape recusou.



No vestiário, repaginado para 2017, começou a nascer uma nova Chapecoense: campeã catarinense, envolvida em torneios oficiais — na Libertadores, na Suruga Bank e, depois, defendendo o seu título na Sul-Americana — e amistosos internacionais — no Camp Nou e em Roma — e, principalmente, na luta para permanecer na Série A.

No vestiário, mediu-se cada clima de cada jogo na Arena Condá. Houve derrotas que não poderiam ter acontecido. Empates com gosto de derrota. Mas também houve vitória. E vitória após vitória, cresceu a certeza de que recusar aquela proteção contra o rebaixamento proposta no calor da tragédia de Medellín, em 2016, talvez não tivesse sido uma ideia tão absurda assim.

Ontem (16), no vestiário, a Chapecoense comemorou a permanência matemática na Série A cantando o mesmo “Vamo’ Vamo’ Chape” que os heróis de 2016 emprestaram da torcida. Imagens que estão destinadas a correr o mundo, testemunhando o renascimento de um clube que, na verdade, jamais tinha acabado.

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Chape, querida, o mesmo futebol que aprendeu a te respeitar do vestiário para fora, hoje te ama muito mais do vestiário para dentro. Obrigado.

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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