Neymar Jr. é a senha para que o PSG aumente seu contrato com a Nike

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Enquanto perdeu-se a semana inteira amplificando a rusga de Neymar Jr. com Cavani, um dado mais relevante sobre o brasileiro do PSG passou ao largo: segundo a rede esportiva francesa BMF Sport, o brazuca tinha vendido mais de 120 mil camisas de jogo até o último sábado (17). Um impacto de € 12 milhões brutos, se considerarmos um preço médio de € 100,00 por peita. Bom para a Nike, que, como já aprendemos aqui, vai absorver a maior fatia dessa grana; e melhor ainda para o clube parisien, que pode usar o craque como trunfo para um desejo antigo: renegociar o seu acordo com a própria Nike.

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Aos fatos. Juntos desde 1989, PSG e Nike renovaram seu vínculo pela última vez em dezembro de 2013, embalados pelos impactos de David Beckham (que encerrou sua carreira pelo clube) e Zlatan Ibrahimovic (então em sua segunda temporada parisien), chegando a cerca de € 25 milhões fixos anuais — fora os bônus por desempenho, que podem elevar essa cifra a até € 30 milhões. Neymar Jr., então, já movimentou, sozinho, quase 50% do fee (repetimos: em números brutos) que o PSG recebe da Nike. Mais do que isso: as peitas vendidas com o nome do brasileiro equivalem a 17,5% das 685 mil camisas vendidas pelo clube ao longo de 2016, segundo reports internacionais.

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Some-se a isso o fato de a Nike ter aberto o cofre com vontade para retornar ao mercado de Londres — concorrente global de Paris —, através de Chelsea e Tottenham, que, a partir dessa temporada, passaram a faturar, respectivamente, £ 60 milhões e £ 30 milhões. E se o investimento nos blues se justifica (afinal, estamos falando do terceiro maior vendedor de camisas do futebol europeu em 2016, com 1,650 milhão de unidades), como explicar que os Spurs, sem o mesmo posicionamento premium de portfólio do PSG — e, principalmente, sem um Neymar Jr. como vetor de marketing — já comece ganhando muito mais?

O mercado, e o diferencial que é contar com Neymar Jr., estão ajustando naturalmente o valor de PSG junto à Nike para cima. Só falta mesmo renegociar, fechar e investir. O retorno tende a ser garantido, no mínimo, até julho de 2022 — quando o vínculo entre o brasileiro e o clube da Torrei Eiffel terminará. Esse é o momento.

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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