#NationsLeague | Entendendo a nova competição da UEFA

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Ontem (25), abordamos rapidamente a UEFA Nations League em nossas redes sociais. E hoje vamos destrinchar a competição e entender a fundo do que se trata. Acompanhe.

Começando do começo: a Nations League acontecerá a cada dois anos. A edição inaugural será após a Copa do Mundo FIFA, entre setembro de 2018 e junho de 2019 (calendário europeu, portanto), reunindo as 55 federações filiadas à UEFA. Com base no ranking da entidade, essas seleções serão divididas em quatro ligas: as duas primeiras com 12 participantes, a terceira com 15 e a quarta com 16. Se considerarmos a última atualização (de 17/set), o chaveamento ficaria assim:

LIGA A: Espanha, Inglaterra, Alemanha, Itália, França, Rússia, Portugal, Bélgica, Ucrânia, Turquia, Holanda e Grécia.

LIGA B: Áustria, República Tcheca, Suíça, Croácia, Dinamarca, Israel, Chipre, Polônia, Romênia, Azerbaijão, Suécia e Bielorússia.

LIGA C: Escócia, Bulgária, Noruega, Cazaquistão, Sérvia, Eslovênia, Lichtenstein, Eslováquia, Moldávia, Islândia, Hungria, Albânia, Macedônia, Finlândia e Irlanda.

LIGA D: Bósnia e Herzegovina, Letônia, Estônia, Lituânia, Montenegro, Geórgia, Armênia, Malta, Luxemburgo, Irlanda do Norte, País de Gales, Ilhas Faroé, Gibraltar, Andorra, San Marino e Kosovo.

Chegamos à fórmula de disputa: cada liga (A, B, C e D) será dividida em quatro grupos, de três ou quatro seleções cada. E dentro de cada grupo, joga-se em turno e returno.

Ao final dessa fase, os campões dos grupos da Liga A decidirão o título da Nations League num mata-mata. E — eis aí a grande novidade — teremos acesso e descenso entre as ligas: os lanternas das Ligas A, B e C caem para os níveis inferiores, sendo substituídos, respectivamente, pelos campeões de grupos das Ligas B, C e D. Exemplo: se a Holanda ficar em último no seu grupo da Liga A, cairá para a Liga B; e se Israel foi campeão do seu grupo na Liga B, tomará o lugar da Holanda na Liga A para a próxima edição.

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“Ok, mas a Nations League vai mexer com todo o calendário. Como vai ficar a classificação para a EURO, por exemplo?”

Ótima pergunta. Ao menos para a edição 2020 — que será disputada em 13 sedes por 24 seleções, sem que as “donas das casas” tenham vagas garantidas —, o formato será o seguinte:

— 10 grupos, com cinco a seis seleções cada;

— 20 vagas serão preenchidas pelos campeões e vices de cada grupo;

— e as demais quatro vagas serão disputadas via play-offs pelas 16 equipes campeãs dos grupos em suas ligas na Nations League (e caso um campeão de grupo da Nations League tenha sido também campeão ou vice da sua chave nas eliminatórias à EURO, o direito de disputa será decido pelo ranking da UEFA).

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Como você vê, a Nations League chegou para quebrar paradigmas. Seus objetivos, porém, são os de sempre: comercialmente, novos e maiores contatos para direitos de transmissão; e, politicamente, dar maior relevância às federações nacionais menos expressivas da UEFA. Cumprirá essas expectativas? Estamos de olho.

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