Mudanças no soccer: o que está acontecendo abaixo da MLS?

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2018 promete ser uma temporada à parte para o futebol dos EUA. Primeiro pela ausência na Copa do Mundo FIFA 2018 — que já levou até a sondagens por um “torneio paralelo”. E, segundo, pelas mudanças que estão acontecendo na pirâmide do soccer, abaixo da Major League Soccer-MLS. A seguir, preparamos um rápido guia para entender o que se passa ou passará com as várias ligas independentes. Vamos nessa?

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USL x NASL
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Estava na cara: a USL tirou da NASL o status de Segunda Divisão — ou segunda liga em importância. A decisão foi tomada pela United States Soccer Federation-USSF (a “CBF dos EUA”) em setembro, com os campeonatos ainda em andamento.

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Foi uma batalha desigual: enquanto a USL se consolidou como a liga de desenvolvimento da MLS, incorporando times-B e apresentando ao soccer alguns grandes mercados para o futuro — como, por exemplo, Cincinnati, Sacramento, San Antonio e Phoenix, todos na disputa do expansion bid da elite —, a NASL ficou reduzida a oito franquias — sendo que duas, Ottawa Fury e Tampa Bay Rowdies, migraram para a própria USL, caminho que será seguido também pelo North Carolina FC —, que, juntas, levaram 550,8 mil espectadores aos estádios, contra 2,065 milhões da concorrente.

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“Então a NASL agora é a ‘Série C’?” Em partes. A USL lançou a USL Division III, que pretende ser a próxima Terceirona — talvez até incluindo um sistema de acesso e descenso — e já está em negociação com 50 mercados para a temporada inaugural, em 2019. E a NASL não dá sinais de reação — mesmo tendo recebido uma nova franquia em 2017 (San Francisco Deltas) e ainda que tenha mais duas no programa (California United FC, em 2018, e San Diego 1904 FC, em 2019). A maioria dos clubes da liga já procuram alternativas. E a USL não é a única opção.

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NISA
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Bem-vindo à recém-formada National Independent Soccer Association-NISA, a concorrente pelo status de “Série C” dos EUA. Originalmente criada para ser parceira da NASL, pode se tornar, de fato, independent, caso a ex-Segundona não resista.

Ideias próprias, a NISA tem: administrativamente, nada de expansion fee (aquela “contribuição” que as franquias depositam para se unir à liga) nem de exclusividade territorial; e, no jogo jogado, sistema de acesso e descenso assim que atingir 24 clubes filiados — o que, claro, leva à criação de uma “NISA II”, ou Quarta Divisão profissional.

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A primeira temporada poderá ocorrer já em 2018, tendo à frente o futuro ex-NASL Indy Eleven (cujo dono, aliás, é o cabeça da NISA). Sucesso na amadora National Premier Soccer League-NPSL, o Chatanooga FC é um clube em potencial, ao lado do Miami United FC e de mercados como Connecticut, Milwaukee, Omaha e St. Louis. Especula-se que o New York Cosmos também possa se unir à liga no futuro.

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NPSL e PDL

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Reparou quando dissemos que os planos da NISA levariam “à criação de uma ‘NISA II’, ou Quarta Divisão profissional”? Pois já há concorrência. E dupla: por ora, as amadoras National Premier Soccer League-NPSL e Premier Development League-PDL dividem, informalmente, o status de “Série D” dos EUA.

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Aqui também há uma disputa, já que a PDL da USL, enquanto a NPSL segue sua linha independente de “torneio nacional com foco regional”. Em 2017, os campeonatos contaram, respectivamente, com 72 e 94 participantes. O turnover de clubes é feroz, como clubes se unindo e dissolvendo, temporada após temporada, nas duas ligas — para 2018, por exemplo, a NPSL prevê perder seis franquias e somar outras dez.

“E quem é a verdadeira Quarta Divisão?” Por ora, as duas. É uma convivência pacífica. E ambas fazem o que devem fazer: dá espaço a jogadores de base e inclui os mercados menores — ou os times menores de grades mercados — no soccer.

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ASL

Quando surgiu, em 2014, a American Soccer League-ASL deveria ser a concorrente da USL pelo status de Terceirona. Com o tempo, ficou mais para competir com as amadoras PDL e NPSL (e, no futuro, a NISA?) pelo posto de Quarta Divisão. Mas, na prática, é uma “Série E”, e olha lá.

Ainda que tenha somado três clubes em 2017 (Philadelphia Atoms, Maryland Eagles e Virginia FC), chegando a nove — mais do que a NASL —, a ASL é uma liga esvaziada, de tiro curto, sem apelo — sua franquia mais famosa é uma reedição do Philadelphia Fury, que havia sumido sem deixar rastros, em 1980 — e mais regional do que nacional. Tende a se manter anônima.

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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