Movistar, Alexis Sánchez e o Chile mundial que não existiu

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“(…) Rússia. (…) Foi uma estréia complicada. Depois veio a Alemanha — inesquecível. E o aconteceu depois, todos já sabem. (…) éramos 17 milhões. (…)”

Assim diz o filme da empresa de telefonia Movistar em que um velho Alexis Sánchez conta a seu neto como o Chile do bicampeonato da Copa América conquistou, na Rússia, a sua primeira copa mundial.

Uma propaganda que, com a não classificação do Chile para a Copa do Mundo FIFA 2018, tem sido especialmente lembrada pelos rivais — em especial os argentinos, “bi-vices” continentais contra La Roja em 2015 e 2016.

Para sermos completamente justos, precisamos lembrar que essa peça foi produzida para ativar o Chile na Copa das Confederações FIFA — que também aconteceu na Rússia e é considerada uma “copa mundial”. Mas, mesmo assim, o tiro saiu pela culatra; porque o Chile até chegou à final, mas, nas palavras do próprio abuelito Sánchez, “depois veio a Alemanha — inesquecível” (para os alemães, que ergueram a taça com um time-C).

Naturalmente que a zoeira (essa senhora sem limites) não vai se apegar a esses detalhes cronológicos. E tampouco a propaganda do Chile com a Movistar foi feita por arrogância. Viajar ao futuro para falar do passado é uma técnica consagrada em publicidade. É o mesmo caso do Flamengo bicampeão mundial com um gol de Marcelo Moreno — lembra?

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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