NUOVA SIGNORA | Conheça a nova identidade da Juventus

Black and White and More (“Preto, Branco e Muito Mais”). Foi a partir desse novo posicionamento que a Juventus apresentou, hoje (16), sua rejuvenescida identidade visual. Que, espera-se, irá projetar o clube para o futuro — e para os mercados globais (em particular o asiático, onde a Signora já é mais do que presente).

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A ruptura, porém, é imensa. Na pista do minimalismo que faz a alegria de dez entre dez designer boleiros (nós mesmos já mostramos muito disso pro aqui), a madama manteve apenas o “J” e seu nome por extenso, dispensando tudo que lhe era mais característico:

— o brasão arredondado;

— as listras brancas e pretas;

— a coroinha, que fazia menção ao seu primeiro lema societário, Non coronabitur nisi legitime certaverit (ou “Só recebe a coroa quem combate lealmente”, em tradução livre); e

— o desenho do tourinho, símbolo da cidade de Turim (e que, embora personificado pelo arquirrival Torino, só ficou de fora do brasão juventino entre 1929 e 1931).

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Surpreendente? Pelo impacto visual, sim. Na prática, nem tanto. O minimalismo permeia a comunicação da “Vecchia Signora já há alguns anos, seja em ações presenciais ou digitais — casos de ações como #JLounge (e não “Juventus Lounge”), #ProudOfJU (e não “Proud of Juventus”), #ILoveJU etc. —, e também nas ativações da zebrinha-mascote Jay (ou seja, “J” pronunciado em inglês); reduzir ainda mais, então, era o caminho esperado.

Por outro lado, ao denominar-se oficialmente “J”, a Juventus abre mão, institucionalmente, de um apelido fortíssimo: “Juve”, que além de ter uma sonoridade quase universal (“iúve”, na Itália; e “júve” fora), é muito mais popular do que “djêi” — dá para imaginar, por exemplo, a torcida no Juventus Stadium cantando “Djêi, storia di um grande amore” na abertura das partidas? Se, nas palavras do clube, a principal intenção do rebranding é “sustentar o desenvolvimento esportivo, comercial e cultural” do clube, por que não optar pelo que já está na boca do povo?

E finalizamos com uma crítica: como quase sempre acontece, a nova identidade da Juventus foi desenvolvida sem qualquer consulta popular ou participação da torcida — que, não custa lembrar, é a única que pode fazer dessa marca um sucesso. Resultado: uma enxurrada de críticas nas redes sociais (e não só entre os torcedores italianos). É a hora do marketing entrar em campo e demonstrar, na prática, o que o Black and White and More que embasa o projeto pode significar para as arquibancadas.

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Post atualizado em 17/01/17, às 11h28, com um toque do nosso leitor @_fransuel.

Imagens: Divulgação.

Category: ArteMarketingMercado

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