FutMKT apoia a campanha #PortuguesaRedBull: por uma Lusa profissional e popular


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Começamos com as palavras do rubro-verde e jornalista Flavio Gomes, escritas no dia seguinte à eliminação da Portuguesa na 1ª fase da Série D:

“O Red Bull [Brasil], a exemplo da Portuguesa, caiu fora na primeira fase da Série D. Vejo um desperdício de tudo na existência paralela desses dois clubes. (…)

“Uma fusão Red Bull-Portuguesa seria ótima para todos. O futebol passaria a ser administrado APENAS pela Red Bull e a Portuguesa entraria com seu nome, sua história, seu patrimônio, sua torcida. Tem um estádio muito bem localizado, que com uma ligeira reforma se transformaria numa ‘Red Bull Arena’ facilmente.

“Creio que está mais do que na hora de dirigentes das duas entidades se encontrarem para conversar. #PortuguesaRedBull seria uma fusão que daria certo. Muito certo. E a mídia (falo isso porque estou nela) daria 100% de apoio e festejaria o renascimento de uma das entidades esportivas mais queridas do Brasil, com o apoio de uma marca que conseguiria angariar ainda mais simpatia do que já tem. (…)”

Em seu texto, Flavio fez um paralelo entre a realidade paralela dos dois clubes: se o Red Bull Brasil tivesse a história, torcida, simpatia e mídia da Portuguesa, seria grande; e se a Portuguesa pudesse ter o investimento, a gestão e — à parte seu estádio e sede social — a infraestrutura do Red Bull Brasil, voltaria a ser grande também nos gramados. Por que não unir os dois?

A torcida da Portuguesa já comprou a ideia. De ontem (27) para cá, a hashtag proposta por Flavio — #PortuguesaRedBull — viralizou em campanha nas redes sociais, e ganhou até um filme-conceito (esse, que você viu mais acima).

Aqui, não há muito que pensar. Tem é que fazer. E tem que fazer já. Porque, se não vencer a Copa Paulista neste segundo semestre, a Portuguesa, que já está na Segundona do Paulistão, vai ficar sem série nacional para 2018 — e sua única possibilidade de gerar receitas para pagar dívidas e sobreviver minimamente será empenhar o estádio do Canindé. E, na contramão dessa penúria, também não acreditamos que a Red Bull invista o que investe para ver o RBR não ser visto — não ser percebido, não ser admirado — por ninguém.

“Mas vocês não são críticos do ‘Sistema Red Bull’ de futebol?” Somos e continuaremos sendo contrários à adulteração da identidade do velho SV Salzburg, feita à revelia de sua torcida — e que levou à constituição de outro clube —, e ao “drible” que a companhia aplica na Regra 50+1 da Bundesliga com o RB Leipzig — mas nunca contra os seus torcedores.

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Entendemos, porém, que o caso da futura #PortuguesaRedBull é diferente. Já há o entusiasmo da torcida. E prevalece a noção de que, neste momento, a melhor maneira da Lusa preservar sua identidade é não acabar — algo próximo do cenário que a Red Bull encontrou na Major League Soccer-MLS, quando transformou o caótico NY Metrostars no NY Red Bulls, a partir de 2006 (quando a Portuguesa, veja você, já falava em “fechar as portas”).

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A Portuguesa é um patrimônio do nosso futebol popular. E não é o fato terceirizar o futebol, trabalhar com uma empresa cogestora ou se tornar um clube-empresa que impopulariza o futebol. A mentalidade popular vem da arquibancada. Isso a Lusa não perderá. Como nos mostram nossos amigos da Baviera, de Dortmund, de Eindhoven, de Seattle e de tantos outros lugares, é perfeitamente possível ser profissional e popular. Nosso FutMKT está à disposição para ajudar na campanha #PortuguesaRedBull. Repetimos: não tem muito que pensar, tem é que fazer. Esse é o momento.

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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