#Football50 | Mais valor para Manchester United, mais influência para Real Madrid

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Enquanto não se enfrentam na UEFA Supercup como respectivos campeões da UEL e UCL, Manchester United e Real Madrid travam um duelo de mercado particular na edição 2017 do relatório “Football 50”, da Brand Finance: enquanto os red devils possuem a marca mais valiosa do futebol mundial, os merengues têm a mais poderosa — ou influente, como preferimos chamar (e você logo verá o porquê).


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Começamos pela valorização. E aqui não há muito segredo: além de possuir o maior faturamento do futebol mundial, o Manchester United conseguiu reconstruir parte do seu já altíssimo brand equity — sua percepção, no caso, positiva de marca — com base, principalmente, nas vitórias de 2016-17 (Community Shield, EFL Cup e UEL, com o consequente retorno à UCL) e contratações de impacto (José Mourinho para o banco e, entre outras, Paul Pogba e Zlatan Ibrahimovic para o campo).

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Estar na Premier League também ajuda. Assistido em mais de 200 países (resultando no maior contrato de direitos de transmissão do futebol mundial, que repartiu quase £ 2,4 bilhões entre seus clubes em 2016-17), o torneio é percebido como o crème de la crème do nosso esporte bretão. Tanto que, no TOP 10 de valorização do “Football 50” temos o TOP 6 da PL.


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Já quando falamos sobre a influência (ou o poder) de uma marca boleira, falamos sobre brand equity não só para o público, mas dentro dos mercados nacionais e globais em que os clubes atuam.

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Nesse cenário, o Real Madrid, não é só o clube a ser batido por seus títulos (LaLiga Santander, na Espanha; a duodécima UCL, na Europa; e a defesa da FIFA Club World Cup, mundialmente), mas também a ser seguido pelo estilo que garante essas conquistas: um futebol de resultados, que alimenta e se alimenta de um dos maiores jogadores da história — Cristiano Ronaldo; que, por sua vez, dá continuidade a uma seara de lendas que sempre deixaram o nome dos merengues no topo.

Muitos clubes irão se espelhar (e já se espelham) no Real Madrid por isso. E é essa influência que gera poder: com base em seus resultados e histórico, o Real terá condições de, por exemplo, incrementar seus acordos de patrocínio, o que elevaria o seu valor de marca; foi isso que o Barcelona, seu arquirrival, fez recentemente com Nike e Rakuten.

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Outro exemplo? A Juventus, única italiana no TOP 10 de influência (ou o poder) do “Football 50”. Apesar de perder a UCL duas vezes nas últimas três temporadas, a Signora tem, disparadamente, o melhor desempenho da Itália no Velho Mundo, além de contar com a equipe mais valiosa e todos os títulos importantes do país no período — que resultaram em inéditos hexa e tricampeonatos consecutivos, respectivamente, na Serie A TIM e TIM Cup (Coppa Italia).

Comercialmente, a Juve lança tendências: foi o primeiro clube italiano a inaugurar um estádio próprio — uma máquina de fazer dinheiro —, é hoje a maior vendedora de camisas da “Bota”, junto a adidas, e mesmo assim optou por assumir a sua divisão de licenciamento esportivo — o que, em parte, ajudou no desenvolvimento de sua nova imagem global, expressa em marca e significado. Alguma dúvida de que, atualmente, este é o clube mais influente (ou o poderoso) do futebol italiano, e exemplo para outras praças mundo afora?

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Em linhas gerais, essa foi a nossa análise e interpretação do “Football 50” da Brand Finance. Gostamos desses estudos porque, além de números, dão-nos a possibilidade de refletir sobre o posicionamento dos clubes no mercado boleiro. Para baixar e conferir os TOP 50’s completos, de valor e influência (poder), acesse aqui.

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagem: Divulgação.

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Category: Marketing