EUA fora da #Copa2018: mau negócio para todos

Parecia impossível, mas aconteceu: os EUA estão fora da Copa do Mundo FIFA 2018. E ainda que não exista momento bom para ficar de fora de um Mundial, os yankees escolheram, a dedo, o pior — financeiramente, comercialmente, publicitariamente, culturalmente e tudo o quanto é “mente”. Abaixo, FutMKT lista alguns motivos pelos quais Dempsey e companhia jamais poderiam fechado na vice-lanterna do grupo final da CONCACAF.

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RUIM PARA O CAIXA

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Chegar à Copa do Mundo FIFA é faturar, de cara, US$ 12 milhões — US$ 2 pela simples classificação e US$ 10 milhões pela fase de grupos. Passar às oitavas-de-final vale outros U$ 12 milhões; às quartas, US$ 18 milhões. Das semifinais em diante, a posição final define a premiação: US$ 25 milhões pelo quarto lugar, US$ 30 milhões pelo terceiro, US$ 40 milhões para o vice e US$ 50 milhões à seleção campeã. A fatia dos EUA nisso tudo? Zero.

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RUIM PARA O SOCCER

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Justamente no momento em que as ligas independentes yankees vivem o seu ápice de investimentos, com franquias estreantes e expansion bids cruzando o horizonte da Major League Soccer-MLS, a consolidação da United Soccer League-USL como segunda liga, e novas franquias se juntando até à combalida North American Soccer League-NASL, o futebol dos EUA perde a vitrine mundial da Copa. Um fracasso que abre brechas para críticos da estrutura do soccer: pressões pelo sistema “ProRel” (Promotion-Relegation, acesso e rebaixamento) e por uma verdadeira política de base que não seja maturar times-B nas séries menores — essa uma crítica válida — estarão na ordem do dia.

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RUIM PARA
A CULTURA BOLEIRA DOS EUA

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A Copa do Mundo é a celebração máxima do futebol. Os americanos vão seguir o torneio com o mesmo entusiasmo sem seleção para torcer? A resposta virá pela FOX, que investiu nada menos do que US$ 425 milhões pelos direitos de transmissão, prometendo a maior cobertura de todos os tempos em solo americano — preparando o terreno para a Mundial que os EUA deverão sediar em conjunto com México e Canadá, em 2026. E, da mesma forma que o sucesso de 2014 mandou a MLS para cima, o fracasso de 2017 pode mandar para baixo? Descobriremos na temporada que vem.

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RUIM PARA
AS FORNECEDORAS ESPORTIVAS

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Arquirrivais de mercado, Nike e adidas podem chorar juntas: a primeira, por ser fornecedora oficial dos EUA; e a segunda por ter exclusividade na MLS e vestir uma boa parte dos clubes nas ligas profissionais menores (NASL e USL). Lançamentos oficiais, novos licenciamentos, acessórios e produtos ocasionais, enfim, todo o planejamento de merchandising das duas marcas foi por água abaixo.

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RUIM PARA A COPA

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Mais de 308,7 milhões de habitantes, com renda per capita de US$ 55,8 mil. Uma das maiores economias mundiais não irá ao mundial. Quantas vendas garantidas de ingressos e pacotes turísticos deixarão de acontecer? Quanto merchandising oficial ficará “sem público”? Quanto potencial nas receitas das cidades russas que receberiam os torcedores dos EUA já se perdeu? Incalculável. “Nossa, então a Copa tende a ser um fracasso sem os Estados Unidos?” Claro que não. Mas que o primeiro impacto da ausência dos yankees é negativo, não há dúvida.

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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Category: Marketing