EU, JOGADORA | O futebol feminino visto e vivido por elas

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Na última semana, repercutimos os grandes resultados do futebol feminino da UEFA na temporada 2016-17. Agora, vamos mostrar o contrate (que, infelizmente, é brasileiro). Ou melhor, quem vai mostrar são os nossos amigos do Acervo da Bola, Cristiano Fukuyama e Luiz Nascimento — agitadores culturais do Portuguesa —, e Edson de Lima, d’A Vitrine do Futebol Feminino. São eles que assinam o documentário “Eu, Jogadora — Um Autorretrato do Futebol Feminino”.

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Premiado como o 2º Melhor Curta-Metragem no CineFOOT 2017 — espécie de “Oscar” do cinema boleiro nacional —, “Eu, Jogadora” é uma reflexão sobre a modalidade nas perspectivas de cinco personagens: a ex-jogadora Roseli (cracaça, quem viu, viu), a experiente Nilda Ismael, as jovens Camila Mehler e Brenda Isadora, e Emily Lima, ex-técnica da Seleção Brasileira.

Em comum nas falas de todas elas, as dificuldades de se fazer “futfem” no Brasil. (Dificuldades, aliás, que a própria produção do doc. enfrentou, tendo que reorientar alguns discursos em meio às filmagens quando a CBF, sabe-se lá o porquê, decidiu demitir Emily Lima em plena preparação para a próxima Copa América.) Falta apoio. Falta interesse. Falta visão. Falta estrutura. Falta calendário. Falta, enfim, tudo. Ou quase tudo; a vontade da mulherada de jogar bola, e o seu sonho de viver do futebol, isso, felizmente, ainda sobra.

“Pô, mas já foi pior”, você pode pensar. E é verdade. Hoje, mal ou bem, há um Campeonato Brasileiro com duas divisões e alguns clubes-modelo — como, por exemplo, o popularíssimo Iranduba-AM; o Corinthians, atual campeão da CONMEBOL Libertadores, e que assumirá integralmente a gestão da sua equipe, até então dividida com o Audax; e Santos-SP, Flamengo-RJ, Internacional-RS e outros que emprestam seu prestígio à modalidade. E o cenário, entendemos nós, tende a melhorar em 2019, quando só poderá competir pela CONMEBOL quem mantiver uma divisão feminina — profissional e de base.

O progresso, porém, é mais lento do que deveria — do que poderia. “Eu, Jogadora” é uma síntese disso. Esperamos que, num futuro breve, produções como essa não sejam mais necessárias.

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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