Empresa chinesa deve adquirir participação no Southampton. E será um negocião

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Após West Bromwich, Aston Villa, Wolverhampton e Birmingham City, chegou a vez do Southampton falar chinês na Inglaterra. Na última quinta-feira (26) — um dia após ter carimbado o passaporte para a decisão da EFL Cup, em Wembley —, o clube confirmou que há um acordo para a entrada da construtora Lander Sports Development no St Mary’s Football Group, a sociedade que controla os saints.

Por enquanto, a empresa chinesa é tratada como investidora. Mesmo assim, a imprensa inglesa não descarta que, uma vez ratificado o negócio, a Lander Sports Development possa se tornar, em pouco tempo, majoritária no Southampton — processo parecido aos da Suning na Internazionale e do consórcio que está completando a aquisição do Milan. Qual o valor para isso? Atualmente, a operação total dos saints vale cerca de £ 200 milhões, ou R$ 788 milhões (sendo 1,00 = R$ 3,94).

“Quase R$ 800 milhões pelo Southampton, que nem é um clube de ponta na Inglaterra?”, você se pergunta. Realmente, é muita grana; mas o valor justo. Desde que foram adquiridos pela família suíço-germânica Liebherr, em 2009, após um processo de quase-falência, os saints só cresceram: foram da Terceirona à Premier League; saíram do vermelho para ser, segundo o recente relatório #DFML17, o 22º clube que mais faturou no futebol mundial na temporada 2015-16 (€ 163,3 milhões); e, com excelente performance nas janelas de transferência, vivem no azul operacional desde 2013-14. Ou seja, um clube saneado como poucos na Inglaterra — e no mundo.

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Sob a ótica da Lander Sports Development, podemos dizer que, além do Southampton ser o clube certo para comprar, esse é o momento ideal para a aquisição. Alguns dos maiores negócios do futebol inglês em geral, e da Premier League, em particular, caminham para a China, como prova o estratosférico contrato de transmissão internacional fechado para o triênio 2019-22. E com o recente teto de gastos em contratações imposto pela Federação Chinesa à Chinese Super League-CSL, investir em clubes estrangeiros (fora da China) tende a ser mais atrativo às empresas do país. Ao que tudo indica, logo menos veremos um “Chinahampton”.

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Serie A e na Europa.

Imagem: Divulgação.

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