Eliminações precoces na #UCL e #UEL devem custar caro ao Ajax

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24 de maio: o Ajax vice-campeão da UEFA Europa League 2016-17. 24 de agosto: Ajax eliminado nos play-offs pré-grupos da UEL 2017-18, logo após ter caído, também, na 3ª Fase Preliminar da UCL. Em exatos três meses, os godenzonen arruinaram sua temporada internacional. E também o seu faturamento.

O Ajax fez apenas quatro jogos europeus em 2017-18: os duplos confrontos contra Nice-FRA, na UCL, e Rosenborg-NOR, pela UEL. Juntos, eles renderam € 665 mil (€ 420 mil + € 245 mil) em “pagamentos de solidariedade” da UEFA. Se levarmos em conta que participação do clube no market pool de cada competição (€ 507 milhões e € 160 milhões, respectivamente) será mínima — porque, além das poucas partidas transmitidas, os acordos de broadcasting do mercado holandês não estão entre os maiores —, teremos, com otimismo, uma receita total de € 2 milhões. Quase nada, se compararmos aos € 14,99 milhões que os godenzonen lucraram só com prêmios na campanha de 2016-17.

Mais do que isso: o Ajax começou 2016-17 partindo de um prejuízo de € 730 mil e faturamento global de quase € 70 milhões, sendo € 31 milhões na área comercial, € 13 milhões em brodcasting e € 26 milhões em match day; com as receitas geradas pelo vice da UEL — além dos prêmios e market pool da UEFA, podemos citar, entre outras oportunidades, merchandising, bônus de patrocinadores, licenciamentos e maior exploração da Amsterdam ArenA — a expectativa é de que todos esses indicadores mostrem evolução e devolvam a operação ao azul. Agora, que o clube terá somente a Eredivisie e a KNVB-Beker no calendário, é justo pressupor que os godenzonen só não fecharão 2017-18 no vermelho em caso de título(s) e/ou com performances positivas nas janelas de transferências (leia-se: mais vendas do que contratações).

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É claro que o Ajax não está sozinho nessa descendente: dois cinco holandeses que se classificaram para os torneios da UEFA em 2017-18, apenas dois sobreviveram: Feyenoord (UCL) e Vitesse (UEL) — justamente os que se garantiram nas fases de grupos. E a julgar pelo histórico do futebol laranja nos últimos anos, também esses clubes farão campanhas curtas. E terão faturamentos menores. E contarão com menos receitas para reinvestir e resgatarem sua competitividade em nível continental. E assim o ciclo viciado se renova, com um ou outro ponto fora da curva (o vice do Ajax na UEL, por exemplo) como meras exceções que confirmam a regra. Tempos e números difíceis na terra de Nassau.

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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