#DFML17 | Manchester United desbanca o Real Madrid na ponta Football Money League

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Era fácil de prever e aconteceu. Embalado pelo espantoso volume de negócios de 2015-16, sua primeira temporada junto à adidas (relembre como a parceria funciona), o Manchester United voltou a ser campeão mundial de receitas e, 11 anos depois, tirou o Real Madrid da liderança do relatório Football Money League, da Deloitte. Ao todo, os cofres de Old Trafford registraram um faturamento de € 689 milhões, sendo que 53% (€ 363,8 milhões, praticamente o triplo em relação a 2014-15) vieram da área comercial.

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Os merengues também foram desbancados pelo arquirrival Barcelona, que manteve a vice-liderança de 2014-15, saltando de € 560,8 milhões para € 620,2 milhões — e também com prevalência de receitas comerciais. Mas não é um drama, já que, mesmo perdendo posições no ranking, o Real aumentou seus ganhos em 7% e, ao lado dos culés e do United, rompeu a marca de € 600 milhões em faturamento — grupo que, em breve, terá a presença do Bayern, que registrou € 592 milhões (+25%) em 2015-16 e vem quebrando seus recordes de lucratividade ano após ano.

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Quem completa o TOP 5 é Manchester City, que viu suas receitas irem de € 463,5 milhões para € 524,9 milhões. Um crescimento puxado pela campanha na última UCL, que viu o clube chegar às semifinais, aumentando seus ganhos comerciais (46%), de direitos de transmissão (41% — como comprova o pool de mídia da UEFA) e matchday (13%). Não por acaso, o PSG, eliminado pelos citzens nas quartas-de-final, despencou para a 6ª posição geral (mas garantiu sua evolução de receitas ao conquistar todos os títulos disponíveis na França).

Acima, você tem o TOP 20 detalhado, clube a clube, do Football Money League 2017. Para facilitar o seu entendimento, destacamos os seguintes pontos:

— a Inglaterra domina o levantamento, com oito representantes (Manchester United, Manchester City, Arsenal, Chelsea, Liverpool, Tottenham, West Ham e Leicester City);

— dos 20 clubes, dez têm suas maiores receitas em diretos de transmissão, sendo que, em sete, esse indicador supera os 50%;

— de todos os italianos, o Milan foi o único que faturou mais em negócios do que com verbas de TV (47% x 41%);

— nos três clubes alemães do estudo (Bayern, Borussia Dotmund e Schalke 04), o volume de negócios supera amplamente os direitos de TV;

— 17º colocado, o Zenit é, proporcionalmente, o que menos fatura com TV (21%) e que mais movimenta sua área comercial (74%);

— ainda que tenha a maior média de público do mundo, a fatia de matchday do Borussia Dortmund é proporcionalmente menor do que a do Arsenal (22% x 29%, o que se explica, em muito, pelo preço absurdo dos ingressos no Emirates Stadium);

— a campanha e o consequente título da Premier League dispararam o interesse da mídia pelo Leicester City, que possui o maior percentual de faturamento com broadcast do estudo (74%); e

— a diferença de faturamento entre o líder do estudo (Manchester United) e o 20º colocado (Leicester City) é de € 516,9 milhões, cifra maior do que as receitas totais de 13 clubes.

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Para o Football Money League do próximo ano, acreditamos em domínio ainda maior do Manchester United e dos clubes ingleses em geral, que já terão seus cofres turbinados pelo estratosférico contrato de transmissão junto às Sky e BT Sport (até £ 9 bilhões pelo triênio 2016-19, valor sem precedentes do futebol mundial). O panorama deve se alterar apenas no relatório de 2019, que considerará os valores da temporada 2017-18, quando o Barcelona ativará os maiores acordes de fornecimento esportivo (Nike) e patrocínio máster de camisa (Rakuten) do mundo, e a Bundesliga terá um acordo de TV mais condizente com a sua importância.

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Serie A e na Europa.

Imagem: Divulgação.

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