City no azul: lucro e recorde de faturamento em 2016-17

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Se o 2016-17 do Manchester City não foi dos melhores em campo — com a chegada de Pep Guardiola, esperava-se pelo menos um título —, não poderia ter sido melhor nas finanças. Ontem (8), o clube anunciou o seu terceiro balanço superavitário consecutivo, com a receita consolidada mais alta de sua história: £ 473,4 milhões (ou, pasmém, mais de R$ 2,01 bilhões, sendo £ 1,00 = R$ 4,25).


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No período (que foi de 13 meses, para alinhar os citzens aos demais clubes do City Football Group), as receitas que mais cresceram foram as dos direitos de transmissão: alta de 26,1%, consolidando £ 203,5 milhões, sendo que £ 47,9 milhões vieram do media pool da UEFA, pela campanha do City na UCL (e isso porque o clube não foi além das oitavas); já a maior parte dessa fatia, claro, deve-se à ativação do mega-acordo de TV da Premier League para o triênio 2016-19.

Bons números? Pois a área comercial faturou ainda mais: £ 218 milhões (alta de 23%), devidos, sobretudo, ao aumento e valorização dos patrocínios — esse, sim, um bom efeito da chegada de Guardiola e dos jogadores que vieram com ele (incluindo um certo Gabriel Jesus, aplamente “marketizável”). Apenas o as receitas de matchday recuaram, discretamente, de £ 52,5 milhões para £ 51,8 milhões.

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“Então o City deve ter tido um lucro enorme.” Não exatamente: o saldo azul despecou de £ 20,4 milhões para £ 1,08 milhão. Além do “mês 13”, a explicação está nas janelas de transferências, em que o clube teve prejuízo (investimentos de £ 191,7 milhões contra ganhos de £ 31,82 milhões). É aí que pesa o dinheiro que não entrou pela ausência de títulos e de uma campanha melhor na UCL; porém, a relação gastos x receitas é de 56%, dentro do Fair Play Financeiro da UEFA. E, com as novas percerias e a expectativa de melhores resultados esportivos em 2017-18 — como mostra a liderança destacada na Premier League até aqui —, a previsão é de que o City poderá romper a barreira de £ 500 milhões em faturamento no próximo exercício, mesmo tendo sido, mais uma vez, o maior negociador de atletas do verão europeu. Sinal de que o lado azul de Manchester tem tudo para continuar no azul.

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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