Ciao, Pirlo: uma história em 7 camisas

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Andrea Pirlo declarou que vai se aposentar ao final da atual Major League Soccer-MLS, onde defende o New York City FC. Como singela homenagem a um dos jogadores que mais fez bem à bola, FutMKT propõe uma viagem através das camisas defendidas pelo maestro: junto com a Itália, foram sete mantos, assinados por oito fornecedoras diferentes. Acompanhe.

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BRESCIA

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Após passar pelas bases de Flero e Voluntas Brescia, Pirlo completou sua formação no Brescia Calcio — o maior representante de sua cidade. Foi lá que ele estreou na Serie A, no final da temporada 1994-95, vestindo ABM, com o clube já rebaixado. Com a mesma marca, Andrea conquistaria o título da Serie B 1996-97 e também seu primeiro apelido: architetto — o arquiteto, pensador e construtor do jogo. Aqui o vemos com a camisa da ERREÀ, que marcou o retorno da equipe leonessa à elite — que terminou num novo descenso. Pirlo ainda voltaria a Brescia na segunda metade de 2000-01, pra jogar (novamente) com Roberto Baggio e ser substituído por um certo Pep Guardiola.

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INTERNAZIONALE

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Em 1998-99, Pirlo desembarcou no seu clube de infância. E com grandes pretensões: embalada pelo título da UEFA Cup e a presença de, entre outros, Ronaldo Fenômeno, Gianluca Pagliuca, Diego Simeone, Youri Djorkaef e Ivan Zamorano, a Internazionale planejava reconquistar o scudetto que não vinha há 10 anos, e tudo o mais que pudesse.

Pirlo — assim como Roberto Baggio, também contratado — era visto como a jovem peça que faltava para o salto de qualidade nerazzurro. Mas as coisas não aconteceram: após quatro técnicos, o oitavo lugar foi um luxo. E a reformulação, inevitável: sob empréstimo, Andrea deixou a maglia assinada pela Nike e partiu para uma nova aventura.

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REGGINA

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Debutante na Serie A de 1999-00, a Reggina era vista como uma das pequenas società modelo da Bota. Na Calábria, vestindo Asics, Pirlo foi feliz: 26 jogos, seis gols e um sem par de assistências que garantiram o clube amaranto entre os grandes e também uma nova chance para ele na Inter; porém, não deu certo de novo. No meio de 2000-01, Pirlo reencontrou o Brescia e, vestindo Garman ao lado de Baggio, resgatou-se, dando seu toque (ou toques — e que toques) numa das melhores performances da leonessa em todos os tempos. Na mesma época, conquistou a UEFA EURO sub-21 com a Itália, vestindo a camisa 10 da Kappa. Chegava o momento do grande salto.

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MILAN

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Mal de um lado, bem do outro. O que não conseguiu mostrar na Inter, Pirlo esbanjou no Milan. Vestindo sempre adidas, o architetto de Brescia se tornou aquele maestro do meio-campo que a Itália perseguia há anos: muitos passes e assistências, muitos gols, muitos títulos, muito tudo. Dez anos de fábula. Até que, em 2011, num dos maiores erros de reformulação da história do futebol mundial — permitam-nos o exagero, foi mesmo clamoroso — decidiu-se que não havia mais espaço em rossonero para um veterano como ele. Vida que segue.

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JUVENTUS

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Gigì Buffon definiu a chegada de Pirlo à Juventus, na temporada 2011-12, como “o negócio do século”. E foi até modesto. Porque era como se Andrea tivesse feito toda a sua carreira na Signora: jogo, ideias, intensidade e títulos — todos aqueles que não vinham desde a passagem do clube bianconero pela Serie B. Em Turim, Pirlo também se tornou um grande ativo de marketing: sua imagem vendeu muito merchandising — para a Nike e para o clube —, muitos ingressos e gerou várias campanhas e ações nas redes sociais e canais do clube.

Mas, mesmo as histórias bonitas têm um fim. Em declarações da época, Pirlo entendia que os seus quatro anos com a Juve seriam os últimos. E foram — na Itália.

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NEW YORK CITY FC

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Tudo novo: o país, o clube e os objetivos. Junto com David Villa e Frank Lampard, Andrea Pirlo desembarcou em Nova Iorque para, a partir de 2015, ser o rosto global do recém-criado New York City FC, da Major League Soccer-MLS. Os atributos de marketing apareceram logo de cara; já os do gramado precisaram esperar até 2016. Mas, quando se encontraram, não teve para ninguém: não fosse o come back do herói americano Landon Donovan ao LA Galaxy, Pirlo teria sido o maior vendedor de camisas da liga dominada pela adidas. Nesta temporada, consciente de seu tempo, ele busca encerrar sua carreira com (mais) um título.

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ITÁLIA

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Responda com sinceridade: que Itália teria sido sem Andrea Pirlo? É inimaginável, nós sabemos. Desde o título europeu sub-21 (acima, com a camisa 10 da Kappa) à conquista do tetra na Copa do Mundo FIFA 2016, já vestindo PUMA, e ao surpreendente vice na UEFA EURO 2012, Pirlo foi uma unanimidade. Sua não convocação para a EURO 2016 quase criou um caso internacional — ainda que, sejamos justos, a azurra tenho ido bem mesmo sem ele. Não há substituto para Pirlo, e a Itália sabe. E nessa certeza que termina o jogador e começa o mito. Grazie, Pirlo. Você fez o futebol feliz.

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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Category: CamisasMarketing