Camisa 2017-18 do River by adidas comprova: história vende

river0

Antes de existir a “Laranja Mecânica” — a Holanda de Rinus Michels e Johan Cruyff, que mudou a história da bola, na Copa do Mundo FIFA 1974 —, existiu, entre 1941 e 45, La Maquina: o melhor time da história do River Plate, tricampeão argentino no período, e precursor do conceito de “futebol total”.

Impedida de obter sua consagração como base da Argentina nas Copas dos anos 1940 (que não foram realizadas por causa da II Guerra Mundial), La Maquina segue povoando o imaginário da torcida millonaria. Há até quem diga que, com a sequência de títulos do River de 2014 para cá — entre nacionais e internacionais, só não ganhou o Mundial de Clube FIFA —, estejamos assistindo à “La Maquina II”.

E foi surfando nessa onda histórica que River Plate e adidas resolveram trazer La Maquina de volta à camisa milla.

Logo no primeiro dia, a banda roja de La Maquina vestida pela pretense “La Maquina II” se revelou uma máquina de vendas: 64% a mais do que o último modelo e 91% sobre o manto de 2014. Os dados são da TiendaRiver.com, e-commerce oficial do clube, que, apenas na primeira hora, registrou-se um aumento de 13,3% no tráfego.

Na ausência de Alario — que, em meio a polêmicas, transferiu-se para o Bayer 04 Leverkusen —, o jogador mais requisitado nas personalizações foi Leonardo Ponzio (43,3%), seguido por Enzo Pérez (7,7%), Johnathan Maidana (6,8%), Ignacio Scocco (4,4%), Gonzalo Martínez (3,5%) e o ex-jogador, atual técnico e eterno ídolo millonario, Marcelo Gallardo (1,5%).

Claro que a empolgação pela estratosférica virada do River nas quartas-de-final da CONMEBOL Libertadores, frente aos bolivianos do Jorge Wilstermann — de uma derrota por 3×0 em Cochabamba a uma vitória por 8×0 em Buenos Aires — deixou o terreno mais favorável para as vendas. Mérito dos departamentos de marketing de River e adidas, que, além terem em mãos o produto certo, calcularam o momento certo para lançá-lo. Como uma máquina.

river5

Fica, então, mais um insight para nós: além de conservar a história viva em licenciamentos retrô específico — como têm feito, com muito acerto, os nossos clubes —, é preciso levar a história também para dentro de campo. O River Plate 2017-18 que se veste como La Maquina dos anos 1940 alimenta a percepção de um clube historicamente vencedor. E faz isso por meio da camisa —, que, como nunca vamos cansar de repetir, é o maior vetor de marketing possível no futebol. Golaço, irretocável.

river1

l

Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Com informações de: Mantos do Futebol. Imagens: Divulgação.

l

Siga o Futebol Marketing nas redes sociais: facebook | twitter

Category: CamisasMarketing