Bilionária, Bundesliga quebrou seu recorde de receitas pela 12ª vez seguida em 2015-16

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Em 2015-16, a 1. Bundesliga quebrou seu recorde de faturamento pela 12ª temporada consecutiva. A elite alemã faturou estratosféricos € 3,24 bilhões, alta de 24% em relação a 2014-15. E a base do resultado veio dos clubes.

Além de ratificarem a maior média de público do futebol mundial (41.685 espectadores por partida) — que, como já exemplificamos, gera receitas muito além das milionárias bilheterias —, 13 dos 18 participantes da 1. Bundesliga 2015-16 registraram um volume de negócios de pelo menos € 100 milhões, com lucro € 206,2 milhões. Só em merchandising, o torneio abocanhou € 203 milhões dos € 243 milhões movimentados entre as três principais divisões da Alemanha, sendo que Bayern e Borussia Dortmund, somados, respondem por cerca de 60% desse total; não por acaso, são os melhores representantes do futebol germânico no recente relatório #DFML17.

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E com a tabelinha business-matchday funionando nos clubes, fica mais fácil para a liga expandir seus ganhos. Abaixo, temos outros três pilares do recorde de lucro da 1. Bundesliga 2015-16 — todos com valorização bem acima de 100% em relação à temporada anterior:

PUBLICIDADE: de € 100 milhões para € 722 milhões;

MÍDIA: de € 731 milhões para € 933 milhões; e

TRANSFERÊNCIAS: de € 230 milhões para € 532 milhões.

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Um dado interessante: percebeu que essa série de recordes de faturamento da 1. Bundesliga começou na temporada 2004-05? Não é por acaso. De ressaca pela vexatória e eliminação na fase de grupos da UEFA EURO 2004 — e mesmo após ter sido vice-campeão mundial apenas dois anos atrás —, o futebol alemão deu início a uma “política de conteúdo nacional”: investiu nos clubes, para desenvolver jogadores e, assim, dar notoriedade ao campeonato (o inverso do que faz hoje, por exemplo, a Chinese Super League-SPL, que, ao comprar atletas de todo o mundo para promover seu campeonato, desprestigia a formação local).

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O resultado é esse que vemos hoje: um campeonato que cresce sustentavelmente, deu a Copa do Mundo FIFA 2014 à Alemanha (praticamente toda a seleção foi convocada em casa) e será ainda mais rico a partir dessa temporada, com a ativação no novo acordo de transmissão que repartirá € 4,64 bilhões, entre os clubes da elite e Segundona, no quadriênio 2017-21. Assim é a 1. Bundesliga: uma referência.

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Serie A e na Europa.

Imagens: Divulgação.

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