Atlanta United: o (novo) campeão popular da #MLS

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A temporada 2017 da Major League Soccer-MLS foi assim: Toronto FC campeão do Supporters’ Shield e da MLS Cup (dobradinha que virou um treble no Canadá); Sporting Kansas City campeão da US Open Cup — a “Copa do Brasil dos EUA”; e o estreante Atlanta United FC campeão de público, superando o até então imbatível Seattle Sounders. E ainda que as arquibancadas não outorguem troféus, essa é uma conquista a ser tão celebrada quanto as demais. Vamos, então falar sobre ela.

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De 2016 para 2017, o total de espectadores da temporada regular da MLS (ou seja, sem playoffs) saltou de 7.375.144 para 8.269.919. Um crescimento de 894.775. Comparativamente, os 819.404 torcedores que compareceram aos 17 jogos do Atlanta United representam 91,5% desse resultado.

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O Atlanta United chegou a esses números em dois estádios. Primeiro no Bob Dodd Stadium, próprio para futebol americano — lembrando que < href="http://bit.ly/Rq09gF">a franquia é controlada por Arthur Blank, dono do Atlanta Falcons, da NFL —, onde < href="http://bit.ly/2ygnd9Y">estreou com um sellout de 55.297 torcedores, sendo que mais de 35 mil eram donos de season tickets (carnês), recorde absoluto na MLS. E depois < href="http://bit.ly/2l90iU3">na sua Mercedes-Benz Arena, onde o AUFC não só estabeleceu o novo recorde de público da liga, com 70.425 fãs contra o Orlando City (superando os 69.225 que o LS Galaxy levou ao Rose Bowl em sua estreia), como melhorou a própria marca frente ao Toronto FC: 71.874. Melhor do que isso, só o New York Comos de Pelé conseguiu fazer (77.691, contra o Fort-Lauderdale Strikers, em 1977, na primeira encarnação na NASL).

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E o Atlanta United ainda conseguiu (mais) um recorde nos playoffs, cravando o maior público mesmo com apenas um jogo: 67.221.

Ao longo de 2017, a menor assistência do Atlanta United foi de 42.511 torcedores, número superior aos públicos médios de 19 dos 22 clubes da MLS na temporada regular. Ato contínuo, a média de público do AUFC chegou a estratosféricos 48.200 torcedores por jogo. Com esse número, o clube teria, atualmente, a quarta maior assistência da Serie A TIM e Ligue 1 Conforama; a quinta da LaLiga; a oitava da Premier League; e a 11ª da Bundesliga. No Brasil, o Atlanta superaria em 13.404 a média do Corinthians, campeão brasileiro e líder de público considerando todas as competições do ano.

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Qual o segredo? Ter o torcedor como prioridade. Desde o anúncio da franquia, em 2014, até sua estreia, em 2017, o Atlanta United constituiu quatro supporters groups (torcidas organizadas parceiras e oficiais), permitiu que eles — junto com toda a cidade — escolhessem o nome da franquia e até aposentou um número de camisa (17) em homenagem a eles. Com atitudes como essas — aliadas a um time jovem e de resultados, e a uma atuação de community club voltada, entre outras coisas, a difundir a prática do futebol entre crianças e adolescentes, através da Atlanta United Foundation —, o AUFC criou a sua própria cultura boleira, forte o bastante para praticamente anular qualquer “legado saudosista” do seu ancestral Atlanta Silverbacks (hoje na Quarta Divisão) e concorrer, de igual para igual, como opção de entretenimento com os Atlanta Hawks (NBA), os Atlanta Braves (MLB) e, por que não?, os Atlanta Falcons (NFL).

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Continuar esse trabalho é o desafio para 2018, ano em que a ausência dos EUA na Copa do Mundo FIFA pode esfriar o ânimo boleiro geral dos EUA. O que só nos deixa mais curiosos para saber como será o futuro do soccer em Atlanta.

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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