8 sinais de que já não estamos assistindo ao futebol da mesma maneira

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Há quem aposte no OTT (sigla para Over The Top, transmissão de conteúdo sem intermediação, via assinatura — como faz, por exemplo, o Netflix). Outros vão pelo streaming — em plataformas específicas ou mídias sociais consagradas. Mas, qualquer que seja a direção, o certo é que o futuro do broadcasting boleiro caminha firme para o digital.

Como esse cenário afetará os tradicionais contratos de TV — onde ainda está o grosso do dinheiro? As Federações nacionais e internacionais se constituirão também como empresas de broadcasting, negociando diretamente com seus clubes e seleções? E esses clubes e seleções: vão se tornar mídias de si mesmos — independentemente das Federações, ligas ou campeonatos que disputem — utilizando a TV como mídia de apoio?

Enquanto espera por essas respostas — e também pelas novas perguntas que virão —, FutMKT separou alguns exemplos do que está já acontecendo. Aperte o play e vamos nessa.

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1. J.League + DAZN

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Nesta temporada, J1, J2 e J3 deram início ao seu plano de futebol 100% mobile e on demand, com 0% de TV — meta, claro, que não será atingida imediatamente, pois os contratos internacionais em vigência devem ser respeitados. Por um valor fixo mensal, os torcedores podem comprar as partidas que desejam ver e rever. A parceira escolhida foi a plataforma de streaming DAZN, da britânica Perform Group, que investirá US$ 2 bilhões em dez anos.

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2. Premier League + PPTV

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No triênio 2019-22, a Premier League ativará, na China, o (por enquanto) maior contrato de transmissão internacional do mercado boleiro. E será 100% via streaming. Por um valor entre £ 560 milhões e £ 600 milhões, a plataforma PPTV — empresa do grupo Suning, proprietário da Internazionale —, terá exclusividade, com um esquema de venda próximo ao da J.League/DAZN. Ótimo para o clubes ingleses, que, além de se internacionalizarem, engordarão as fatias de verba overseas.

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3. EPL + iFollow

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46 jogos por clube (menos o escolhido pelas TVs internacionais parceiras), a £110 por temporada. Ou seja, quase um season ticket via streaming, exclusivo para que vive fora do “ex-Reino Unido”. Essa é a proposta da plataforma iFollow para EFL. Disponível já nessa temporada, o serviço cobrirá as Segunda, Terceira e Quarta Divisões inglesas — Championship, FL1 e Fl2, respectivamente — deixando de fora a EFL Cup e o EFL Trophy, que contam com a participação de clubes da Premier League.

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4. #UCL + DAZN e Facebook

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“Se chegou à UEFA Champions League — a principal competição interclubes do mundo —, pode chegar a qualquer lugar.” Por enquanto, há duas novidades. A primeira é que a plataforma DAZN (isso, a parceira da J.League) assegurou os direitos da UCL para o triênio 2018-2021 na Alemanha e Áustria, e com exclusividade no Japão. E a segunda é que Fox Sports dos EUA transmitirá duas partidas por rodada gratuitamente via Facebook — uma vantagem e tanto para a rede de Zuckerberg na disputa esportiva com o Twitter e a Amazon.

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5. TVs a cabo + OTT

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Como, em longo prazo, não poderão vencer a onda digital, as TVs já estão navegando nela. Nos EUA, a NBC Sports lançou um OTT que oferece 130 dos 380 jogos da Premier League 2017-18 ao custo anual de US$ 50,00 — incluindo, além da transmissão ao vivo on demand, programas e highlights das partidas. Já na Inglaterra, a Sky Sports aposta em “canais OTT” — ou seja, subcanais, entre os quais um de futebol, com pacote customizável.

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6. MUTV = OTT

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Conforme o que você leu primeiro aqui, estávamos certos: a Manchester United TV-MUTV se tornou um app OTT (que conviverá pacificamente com seus canais a Virgin TV e Sky). Por £ 4,99 mensais, os assinantes terão acesso a conteúdo de bastidores, produções especiais, partidas dos times de base e seniores e promoções, além de áudios e comentários das partidas regulares em tempo real — justamente porque a imagem está atrelada aos acordos domésticos e overseas da Premeir League e UEFA. São os red devils de olho no aumento do seu faturamento mobile (£ 10,9 milhões em 2015-16) e na sua fatia dos OTT’s esportivos (estimada em US$ 42 bilhões até o fim de 2019).

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7. USL + YouTube
versus NASL + streaming

A disputa entre United Soccer League-USL e North American Soccer League-NASL pelo status oficial de Segundona dos EUA chegou ao streaming. Enquanto a primeira transmite, já a algumas temporadas, seus jogos gratuitamente via YouTube, a segunda já anunciou um serviço de streaming, também gratuito, para o returno de 2017.

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8. CBF TV + Facebook e Mobile

Além de transmitir as partidas da #Seleção feminina via Facebook, a CBF resolveu trazer a Canarinho masculina para a sua CBF TV, app Vivo Mobile (ou seja, atrelou o on deand a um patrocinador oficial) e portal UOL. Essa novidade — que compreende uma estrutura própria, com negociações separadas por horários de exibição, e não propriamente transmissão, na TV aberta — segue, em parte, o que Coritiba e Atlético Paranaense fizeram para o #AtleTiba no Campeonato Paranaense.

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[NA TORCIDA]
Copa do Nordeste + Facebook?

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Daria gosto ver a “Lampions League” — o maior regional do Brasil — ao vivo no Face, não daria? Pois pode acontecer. Junto ao Esporte Interativo, a Liga do Nordeste estuda “cascatear” a transmissão do Nordestão 2018 e, além de SBT e Record, a rede de Zuckerberg parece ser uma possibilidade. Quem sabe?

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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