7 fatos de marketing sobre a #ConfedCup 2017

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Rússia 2×0 Nova Zelândia, Portugal 2X2 México e Chile 2×0 Camarões. Foram dados os pontapés iniciais na Copa das Confederações FIFA 2017 — uma das menos comentadas dos últimos tempos, em muito por causa da inédita ausência do Brasil, seu maior vencedor. E enquanto esperamos que Alemanha e Austrália completem a primeira rodada hoje (19), separamos sete tópicos que, em nossa visão, fazem o torneio merecer a sua atenção. Vamos nessa?

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1. PREMIAÇÃO

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Ao todo, a Copa das Confederações FIFA 2017 dividirá US$ 20 milhões entre seus oito participantes, sendo: US$ 1,7 milhão para cada seleção eliminada na fase de grupos (ou seja, entre o quinto e o oitavo lugares), US$ 2,5 milhões para a quarta colocada, US$ 3 milhões pela terceira posição, US$ 3,6 milhões pelo vice e US$ 4,1 milhões para quem erguer a taça.

Esse dinheiro em do “ciclo de quatro” anos, estabelecido pela FIFA no ano seguinte de cada Copa do Mundo, e engloba direitos de TV, propriedades de marketing, bilheteria, hospitalidade e licenciamentos. Entre 2011-14, a entidade arrecadou a cifra recorde de US$ 4,8 bilhões e espera mais do quadriênio 2015-18 — tanto que já anunciou uma valorização de 22% na premiação da Copa do Mundo FIFA 2018.

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2. QUEM VESTE QUEM?

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Embora a adidas seja patrocinadora oficial da Copa das Confederações FIFA 2017, quem comanda o fornecimento esportivo entre as seleções é a sua arquirrival Nike.

A marca americana tem quatro equipes: Chile, Nova Zelândia, Austrália (que joga pela Confederação Asiática) e Portugal — que oferece a vantagem de vestir Cristiano Ronaldo, seu maior embaixador global. A adidas vem logo atrás, com três times: a dona da casa, Rússia — também essa uma vantagem de marketing —, México e Alemanha (que, embora tenha apostado em uma seleção “alternativa”, esvaziando o portfólio de embaixadores da marca das três listras, ganhou camisas exclusivas para a disputa). A PUMA, com Camarões, completa o quadro.

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3. VALORES DOS ELENCOS

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Mesmo sem levar seus medalhões para a Copa das Confederações FIFA 2017, a Alemanha não fica tão atrás do plantel de Portugal: “apenas” € 45,5 milhões, que representam 45% do valor de Cristiano Ronaldo — e também superam os elencos fechados de Camarões, Austrália e Nova Zelândia, os únicos abaixo da marca dos € 100 milhões. Abaixo, você tem a relação:

1. Portugal — € 388,05 milhões;

2. Alemanha — € 342,5 milhões;

3. Chile — € 172,9 milhões;

4. México — € 148,8 milhões;

5. Rússia — € 103,1 milhões;

6. Camarões — € 43,28 milhões;

7. Austrália — € 27,9 milhões;

8. Nova Zelândia — € 17,75 milhões.

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4. O CARA

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Cristiano Ronaldo é o jogador mais valioso da Copa das Confederações FIFA 2017: € 100 milhões. Ou apenas € 3,1 milhões a menos do que todo o plantel da anfitriã Rússia. Ou, ainda, pouco mais de cinco vezes o elenco da Nova Zelândia, três vezes o da Austrália e duas vezes o de Camarões.

E além do valor de mercado, CR7, como já dissemos, representa um diferencial de exposição para a Nike, que, além de patrocinar, também veste o gajo através da seleção de Portugal — oportunidade que não tem, por exemplo, no Real Madrid, onde o português joga de adidas.

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5. “BUSLOGANS”

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Uma das ativações mais bacanas dos torneios da FIFA marca presença também na Copa das Confederações 2017. Fornecedora oficial dos ônibus das delegações, a Hyundai colocou o processo de criação e escolha dos slogans totalmente nas mãos dos torcedores, e premiou os criativos vencedores com ingressos para o torneio. Confira abaixo:

Portugal: “Ó, Seleção, sente a voz que há-de guiar-te à vitória.”;

Alemanha: “11 jogadores, 80 milhões de corações: ‘Die Mannschaft!’”;

Chile: “‘La Roja’: o orgulho do Chile.”;

México: “Aqui viajam guerreiros. Aqui viaja o México.”;

Rússia: “Estamos ao seu lado.”;

Camarões: “Os leões indomáveis.”;

Austrália: “‘Socceroos’: orgulho de uma nação.”;

Nova Zelândia: “Pequena nação, grande coração.”.

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6. ATIVAÇÃO CAMPEÃ

Por ser encarada como “evento-teste” para a Copa do Mundo FIFA, a Copa das Confederações FIFA não costuma despertar tanto interesse dos patrocinadores e apoiadores em geral das seleções. E ainda que a edição 2017 não tenha sido exceção, temos uma pérola: o filme #SinMiedo, em que a TVN, do Chile, tira um sarro de todos os adversários superados por La Roja no caminho até a Rússia. Politicamente incorreto na medida.

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7. A ÚLTIMA?

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Pois é: a Copa das Confederações FIFA 2017 pode ser a derradeira. Oficialmente, a possível extinção do torneio está ligada tanto ao baixo retorno — que vai da baixa adesão do público à decisão de seleções como a Alemanha de não levar seus maiores astros para a disputa — quanto à mudança de calendário almejada pela FIFA para a disputa da próxima Copa do Mundo, no Qatar (2022); e a perspectiva de um Mundial 2026 disputado por 48 países em três sedes — EUA, Canadá e México apresentaram candidatura conjunta e, salvo surpresas, devem levar —, também colabora.

”Extraoficialmente” — e, para nós, essa é uma explicação mais verossímil —, a ausência da Copa das Confederações FIFA daria espaço à “China Cup”, torneio costurado pela entidade junto ao Wanda Group. A primeira edição, amistosa, aconteceu neste ano, com o Chile campeão.

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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Category: Marketing