5 motivos para a Argentina nem pensar em ficar fora da #Copa2018


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Dejate de joder. Ou, sem termo técnico: “Não fode”. Foi esse o recado que o Diario Olé mandou para Jorge Célico, o técnico argentino do despretencioso Equador, último adversário da Argentina nas eliminatórias rumo à Copa do Mundo FIFA 2018. Ou rumo à eliminação.

Chegando à última rodada na 6ª colocação, os hermanos têm duas alternativas: ganhar e chegar, pelo menos, na repescagem; ou empatar e torcer por uma combinação de resultados envolvendo, Peru, Colômbia, Chile e Paraguai. Perder não é uma opção. Porque ficar fora do Mundial seria um desastre. Esportivo e econômico. Para a seleção e o país.

Abaixo, destacamos cinco prejuízos que podem acontecer sem a Argentina na Copa do Mundo. Que são também motivos para que Messi e companhia corram atrás de prejuízo. Vamos nessa?

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1. PREMIAÇÕES

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Chegar à Copa do Mundo FIFA é faturar, de cara, US$ 12 milhões — US$ 2 pela simples classificação e US$ 10 milhões pela fase de grupos. Passar às oitavas-de-final vale outros U$ 12 milhões; às quartas, US$ 18 milhões. Das semifinais em diante, a posição final define a premiação: US$ 25 milhões pelo quarto lugar, US$ 30 milhões pelo terceiro, US$ 40 milhões para o vice e US$ 50 milhões à seleção campeã. Ou seja, o “não embolso” potencial da Argentina variaria entre US$ 12 milhões e US$ 92 milhões.

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2. PATROCÍNIOS

A Asociación de Fútbol Argentino-AFA têm 15 marcas em seu portfólio, divididas em três faixas: na primeira, estão adidas, Coca-Cola e Claro, que têm contratos mais longos e maiores investimentos; na segunda, Quilmes, Tarjeta Naranja, Sancor Seguros e YPF, que aportam entre US$ 1 milhão e US$ 2 milhões por ano; e, na terceira, Aerolíneas Argentinas, Easy, Powerade, Noblex, Buon Acqua, Prevención Salud e Gillette, com investimentos entre US$ 500 mil e US$ 800 mil cada.

Para esse patrocinadores, a Argentina fora da Copa significaria uma perda de exposição incalculável, cujas consequências imediatas para a AFA seriam: deixar de receber bônus por desempenho — aos que tenham essa cláusula estipulada em contrato; reduzir a pedida na renovação dos vínculos; e redimensionar, ou mesmo encerrar, algumas parcerias.

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Não estamos exagerando: só na última Copa, a adidas vendeu mais de 1 milhão de camisas da Argentina, impulsionada tanto pela grande campanha albiceleste (vice-campeã) como pela presença de Leo Messi, seu maior embaixador global. Com os Hermanos fora do Mundial, essas vendas seriam recuperadas apenas em 2022, no Qatar. A relação investimento x retorno valeria o mesmo até lá? Na mesma medida, a que serve à Aerolíneas Argentinas ser a provedora oficial de viagens de uma seleção que só voltaria a viajar por competições oficias na Copa América de 2019? Cenários complexos.

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3. A INDÚSTRIA PERDE

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Argentina na Copa: quem não viajar à Rússia, vai assistir tomando aquela cervejinha, provavelmente em uma televisão nova, comprada especialmente para a ocasião. Argentina fora da Copa: cai a venda anual de televisões (hoje em 3,1 milhões por ano, em média), despenca o consumo per capita de cerveja (41 litros anuais) e a procura por pacotes turísticos (projetam-se 60 mil viajantes, ao preço-base de AR$ 140 mil) vai por água abaixo.

É o que sempre dizemos: o futebol é uma força econômica. Torcer movimenta muito dinheiro. Quando não há por que (por quem) torcer numa Copa do Mundo, a grana do torcedor fica parada. E muitos setores do país — além dos três exemplos acima, podemos citar bares, restaurantes e comércio — param junto.

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4. MÍDIA ARGENTINA


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Uma Argentina fora Copa do Mundo não gera cobertura. Sem cobertura, há interesse. Sem interesse, não há audiência. Sem audiência, não há anunciantes — a começar dos próprios patrocinadores albicelestes, que não terão o que ativar. Sem anunciantes. Caem verbas, circulação, visitas em sites e até deixa-se de gerar alguns empregos temporários.

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5. MESSI

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Copa sem Argentina é Copa sem Leo Messi. Perdem o evento, os patrocinadores da Argentina — como já explicamos — e também Messi. Assim como a seleção, la pulga também deixaria de faturar bônus por performance e não fecharia alguns contratos pontuais e de oportunidade. O pior golpe, porém, ficaria com a adidas, privada de seu maior embaixador global num torneio em que ocupa todos os espaços — e aí voltamos à questão do redimensionamento contratual.

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Com informações de: Diario Olé. Imagens: Divulgação.

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Category: Marketing