4ª Divisão da Alemanha é o próximo passo do benchmarking mundial do futebol chinês

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Foi um dos assuntos mais comentados nos últimos dias: a seleção sub-20 da China deverá disputar a Regionalliga Südwest, um dos grupos regionalizados da semiamadora Quarta Divisão alemã. As condições, já aprovadas pelas 19 equipes que compõem o torneio, são as seguintes: a “Chininha” não terá influência na classificação geral e jogará contra o time em repouso de cada rodada, sempre como visitante, pagando € 15 mil por partida.

E se para as equipes da Regionalliga Südwest essa é uma oportunidade de marketing (quando, por exemplo, os torcedores do pequeno TSV Steinbach sonhariam em receber um seleção internacional em seu estádio?), para o futebol chinês o interesse é de benchmarking: conhecer, na prática, como os alemães tratam o futebol na base da pirâmide, com especial atenção ao trabalho de formação e lançamento de jovens valores das academias e times-B da Bundesliga presentes no torneio — Mainz 05, Hoffenheim, Freiburg e Stuttgart.

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Essa ação, que integra o compromisso de colaboração firmado durante o “China-Germany Football Development Symposium”, realizado no último mês de dezembro, representa um avanço na política de “aprendizado global” do futebol chinês. O primeiro esforço coordenado aconteceu no início de 2016, a gigante de Shenzhen, Ledman Optoleletric, apenas aceitou ser title sponsor da Segundona portuguesa (atualmente Ledman LigaPro) caso pudesse distribuir três auxiliares técnicos e dez jogadores entre as equipes participantes — que incluem as prestigiosas academias de Sporting, Benfica e Porto.

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Em 2016-17, além dos profissionais de staff técnico, seis novos atletas chineses chegaram a Portugal; mas o destaque foi o atacante Wei Shihao, que, após passagens por Boavista e Feirense, acumulou 15 presenças e um gol pelo Leixões na primeira metade da temporada, sendo imediatamente lançado na CSL pelo Shanghai SIPG, onde é companheiro dos brasileiros Hulk, Oscar e Elkeson, e do luso Ricardo Carvalho.

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Agora, com a possibilidade de movimentar um time sub-20 completo ao longo de uma temporada regular na Alemanha, um dos maiores centros do futebol mundial — dos poucos que pode se dar ao luxo de “rodar elenco” em uma competição como a Copa das Confederações FIFA —, o futebol chinês terá uma visão mais clara sobre o que funciona e não funciona no seu trabalho.

Desse benchmarking (complementado não só pela Ledman LigaPro portuguesa, mas também pela presença de escolas de base de clubes dos maiores mercados mundiais na China, pela realização de clínicas e protocolos de colaboração e, claro, por um enorme investimento estatal), sairão as bases para buscar as ambiciosas metas de disputar a final olímpica de 2020 em Tóquio e povoar a Chinese Super League-CSL com atletas locais de nível internacional. Será? Nós não duvidamos.

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Imagens: Divulgação.

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Category: Marketing