3 razões para os EUA tirarem a sua “#Copa2018 paralela” do papel

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Ganhou destaque na imprensa mundial: fora da Copa do Mundo FIFA 2018, os Estados Unidos pretendem organizar, em 2018, um torneio paralelo pré-Mundial, de caráter amistoso, que teria como convidadas, por enquanto, as seleções de Camarões, Gana, Chile, Holanda e Itália — todas igualmente derrotadas nas eliminatórias.

Há quem classifique essa ideia como “um choro coletivo de perdedores”. FutMKT, porém, entende como uma oportunidade coletiva, por três razões principais:

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1. É MAIS NEGÓCIO
PARA O SOCCER

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Como dissemos aqui, a ausência dos EUA na Copa foi um balde d’água fria no crescente interesse do país pelo futebol. E como o país prepara o terreno para sediar (em parceria com Canadá e México) o Mundial de 2026 — além de pleitear junto à CONMEBOL a realização de uma “Copa América Centenário II”, em 2020 —, organizar um torneio com seleções importantes, de todos os cantos do mundo, seria um sinal de os yankees ainda estão no jogo. Principalmente se alguns jogos forem dados a cidades emergentes do soccer, como Cincinnati e Sacramento, que fazem sucesso na United Soccer League-USL e miram a Major League Soccer-MLS.

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2. É MAIS NEGÓCIO
PARA AS SELEÇÕES

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E se a PUMA, que ficou com apenas duas seleções na Copa (Uruguai e Suíça), tivesse a oportunidade de oferecer suas linhas de merchandising para Itália, Gana e Camarões às comunidades conacionais dos EUA? E se a Nike pudesse promover um jogo de “unificação dos cinturões” — Copa América e Copa Ouro, respectivamente — entre Chile e EUA? E se a americana Under Armour pudesse contar com o holandês Memphis Depay, seu embaixador global, nos gramados de casa? E se esse torneio evoluísse de pontual para presença fixa em prés ou intertemporadas, considerando as datas-FIFA?

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Tudo isso pressupõe uma organização forte — que poderia ser feita, por exemplo, em parceria com a International Champios Cup-ICC, a “Champions de Verão”. Tudo isso pede patrocínios fortes — locais e internacionais —, além de um bom acordo de mídia.

E se tudo isso saísse do papel?

3. É MAIS NEGÓCIO
PARA AS ECONOMIAS LOCAIS

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Os EUA possuem uma das maiores rendas per capita do mundo: US$ 55,8 mil. Dinheiro que iria para a Copa, mas que, com um torneio local de seleções, pode ficar em casa. Além disso, o país pode faturar com turismo, atrelando as partidas aos roteiros e pacotes de entretenimento das cidades-sedes — por exemplo, um jogo em Orlando após um passeio na Disney. E as cidades-sedes, por sua vez, veriam um impacto econômico positivo — em suas redes hoteleiras, de comércio e serviços, etc.

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Por essas razões — e outras, particulares, como a esperança de ver grandes como Gigì Buffon e Arjen Robben terem despedida mais dignas da Azzurra e Oranje, respectivamente — esperamos que essa “mini-Copa” dos EUA aconteça. E você, gosta da ideia?

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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