3 motivos para o Orlando City caprichar no #ThankYouKaká

Ontem (15), após três anos, Kaká fez seu ultimo jogo, em Orlando, pelo Orlando City. Foi o fim de uma era — para ele, que ainda buscará um novo desafio antes de encerrar a carreira; para a Major League Soccer-MLS, que viu seu nome explodir mundo afora com o desembarque dele e de muitos outros ídolos globais no mesmo período; e, principalmente, para o próprio Orlando City, que perde o seu primeiro e maior ídolo — em âmbitos local, nacional e internacional — em sua era na elite. A seguir, destacamos três motivos para o clube sentir a perda. E também para se orgulhat de tudo que foi feito. Só faltou mesmo um título.

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1. APELO EM ORLANDO

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Entre 2011 e 2014, sua era na USL PRO (a “Terceirona” dos EUA, hoje apenas United Soccer League-USL), o Orlando City jogou, em média, para 6.355 pessoas por partida, em três estádios: Citrus Bowl, Camping World e ESPN Wide. Uma boa base de público. Mas base não é topo. E se os lions conseguiram mais do quintuplicar esse número logo no primeiro ano de MLS, saltando para 32.847 especatores por jogo no Bowl, boa parte do mérito é de Kaká.

No dia da dupla estreia — de Kaká e do Orlando City — na MLS, os 62.510 torcedores que responderam à campanha #FillTheBowl registraram não só o maior público do estádio, como, na época, o segundo maior de uma franquia estreante e o nono maior da liga em todos os tempos. Todos lá para ver o que o brasileiro poderia fazer — e ele fez logo o gol que, em cima da hora, garantiu o 1×1 contra o New York City FC, também debutante.

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E um detalhe: na euforia pela chegada de Kaká — que chegou a Orlando como um astro da Disney —, o City teve que ampliar seus season tickets de 13 mil para para 18 mil aquela temporada. E vendeu todos. Um hábito que se manteria em 2016 e, principalmente, em 2017, com a inauguração de sua nova casa, que não baixa dos 100% de ocupação. Tudo na esteira de Kaká. É a força de se ter um ídolo em campo.

(Acha que estamos exagerando? Continue lendo.)

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2. APELO INTERNACIONAL

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Por ser dono brasileiro — o empresário carioca Flávio Augusto Silva —, o Orlando City sempre priorizou o Brasil em seu processo de internacionalização, a ponto de transmitir seus jogos em português, via YouTube, ainda nos anos de USL PRO. Mas o verdadeiro ponto de contato foi Kaká, que chegou para ser o primeiro brasileiro do clube. Efeito imediato: o público tupiniquim, entre os principais frequentadores internacionais de Orlando, foi “convertido” para o clube. Ato contínuo: a MLS ganhou lugar de destaque nas grandes dos nossos canais de TV a cabo, com especial atenção, é claro, para os jogos dos lions. Consequência lógica: a comunicação direta do OCSC com o público brazuca explodiu: se antes havia apenas um perfil de Facebook com algumas dezenas de milhares de torcedores, hoje são milhões de seguidores em todas as mídias.

(E aqui abrimos um parêntesi para reconhecer que boa parte do mérito é também da direção dos lions, que levou o clube à elite, e Kaká ao clube, no momento certo: logo após o estouro popular dos Estados Unidos na Copa do Mundo FIFA 2014 — que, veja você, aconteceu no Brasil.)

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Mas, sabemos todos, Kaká não é “só brasileiro”. Sua formação no São Paulo — um clube internacionalizado à força de títulos —, seus anos de sucesso no Milan — onde conquistou a Bola de Ouro e foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA, em 2007 —, sua passagem pelo Real Madrid e o passado com a amarelinha da Seleção projetaram o interesse pelo Orlando City, imediatamente, para mais de 100 países mundo afora. Hoje, junto com a MLS, o clube tem presença regular na crônica internacional.

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3. APELO DE NEGÓCIOS

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Vá ao Google agora e procure qualquer ranking de vendas de camisas da MLS de 2015 para cá. Kaká está sempre no TOP 10, quando não no TOP 5 ou TOP 3. Foi, em grande parte, a presença do brasileiro, sua imagem capitalizada para o entertainment, que permitiu ao Orlando City se aproximar da Disney, um sonho antigo, potencializando, e tornando cativo, o público turístico nos jogos dos lions — sobretudo nos mercados latino-americanos, que o clube buscava atrair, ainda na USL PRO, utilizando jogadores de países como Jamaica, Haiti, México, El Salvador e Trinidad Tobago.

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Quer números? Ok. De 2015 (temporada estreia na MLS) para 2016, segundo a Forbes, o valor do Orlando City saltou de estimados US$ 35 milhões para US$ 240 milhões, e em 2017, já é de US$ 272 milhões — o quinto melhor resultado da liga. “Tudo isso é efeito-Kaká?” Não; mas muitos dos alicerces para a construção, e evolução, desses resultados vêm dele: projeção, que gera notoriedade, que gera negócios, que geram admiração — e que vão gerar ainda mais negócios.

Quem o Orlando City vai colocar no lugar desse cara?

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Thiago Zanetin tem 32 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Europa.

Imagens: Divulgação.

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Category: Marketing