17 desejos de FutMKT para 2017

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Foi dado o apito inicial para 2017. E entre as inúmeras listas de resoluções para o Ano Novo, não poderia faltar a nossa. A seguir, apresentamos 17 dos muitos desejos que esperamos, serão concretizados até o final de dezembro temporada. Boa temporada para todos nós.

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1. QUE O RB LEIPZIG
ENTRE NO 50+1 DA BUNDESLIGA.

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Resultados, o clube tem — em nove temporadas, saiu da Quinta Divisão para a a 1. Bundesliga, onde chegou a dividir a liderança com o Bayern. Apelo popular também — é a terceira maior torcida da Turíngia/Saxônia e sua média de público cresce ano e ano. O que falta, então, para que o Red Bull possa aderir de vez à Regra 50+1 da Bundesliga e dissipar parte da animosidade que vem gerando nas torcidas rivais da Alemanha? A Red Bull querer. Por que não em 2017?

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2. QUE USAIN BOLT JOGUE E FAÇA UM GOL
PELO BORUSSIA DORTMUND.

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Sim, nós sabemos que o combinado entre BVB e Bolt é apenas para os treinamentos de uma pré-temporada. Mas vai que o jamaicano surpreende e consegue cravar uma vaga entre os selecionáveis aurinegros? Chuteira para isso — assinada pela PUMA, patrocinadora de ambos e intermediadora do acordo —, ele já tem.

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3. QUE A ADMINISTRAÇÃO POPULAR
AVANCE NO RANGERS.

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Quase cinco anos após falir e reescalar todas as divisões do futebol escocês (da Quartona, e semiamadora, League 2 até a elite SPL, onde está hoje), o Rangers ainda vive sua turbulência política e financeira. A solução? Para nós, é entregar a administração do clube a quem realmente se importa: o torcedor. E quem está mais perto de concretizar essa meta é a associação popular CLUB 1872, que se tornou a quinta maior acionista dos lightblues em 2016. Com planejamento sólido, a entidade tem tudo para crescer ainda mais no Ibrox Stadium neste ano.

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4. QUE O BRASILEIRÃO LEVE
TANTA GENTE AO ESTÁDIO QUANTO A MLS.

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Em 2016, o Brasileirão levou, em média, 15.200 torcedores por jogo às arquibancadas, sendo que apenas cinco clubes (Palmeiras, Corinthians, Flamengo, Atlético Mineiro e Santos) cravaram mais de 50% de ocupação. Já na Major League Soccer-MLS, a média foi de 21.692 — a maior na história do campeonato, e a sexta melhor da temporada no futebol mundial —, com dez das 20 franquias melhorando suas taxas de ocupação. Não seria ótimo “importar” esses índices para cá?

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5. QUE O SEU CLUBE INVISTA
PARA VALER NO FUTEBOL FEMININO.

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Quando mostramos os grandes números do futebol feminino na UEFA (relembre), tivemos duas impressões: a primeira, óbvia, é que a modalidade tem público e mercado, sim; e a segunda, triste, de que ainda estamos longe de descobrir isso por aqui — na América do Sul como um todo, e no Brasil, em particular. Esperamos que os nossos clubes levem a sério a diretriz da CONMEBOL, especificando que, a partir de 2019, será preciso manter uma equipe para participar dos torneios masculinos da entidade. A mulherada merece esse incentivo.

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6. QUE O LEGANÉS CONTINUE
FAZENDO SEUS CARTAZES.

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Poucas ações movimentam — e divertem — tanto a LaLiga Santander como os cartazes que o recém-promovido Leganés divulga a cada jogo como mandante. Uma prática que já colocava o clubes em dstaque nas séries inferiores da Espanha, e que, agora na elite, tornou-se um case de eficiência: grande repercussão com baixo investimento.

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7. QUE O VASCO DA GAMA REDESCUBRA O MARKETING
EM PARCERIA COM AS ARQUIBANCADAS.

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O “presente de Natal do Eurico” (relembre) foi o mais perto que o Vasco chegou de ativar o seu marketing com relevância em 2016. Pouco para uma temporada em que os torcedores tiveram que suportar o peso de disputar a Série B do Brasileirão pela terceira vez em oito anos. Menos mal que a própria torcida resolveu se mobilizar e fazer, ela própria, a grande ação do clube no ano — na partida de volta das oitavas de final da Copa Continental Pneus do Brasil, contra o Santos, em São Januário. Já passou da hora do clube unir forças com a massa cruzmaltina. Veremos isso em 2017?

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8. QUE O TORNEIO DE “SUPERCAMPEÕES”
SAIA DO PAPEL.

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Os campeões da Recopa Sul-Americana e UEFA Supercup frente à frente, em jogo único. Essa é a ideia do “Torneo de Supercampeónes Europa/Sudamerica”, proposto pela CONMEBOL no segundo semestre de 2016. Ainda estamos em tempo de começar com um River Plate x Real Madrid?

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9. QUE A SUPERCOPA DO BRASIL
VOLTE AO CALENDÁRIO.

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Este já é um desejo antigo nosso. Desde 1991 (quando a competição foi extinta, após apenas duas edições), perdemos 25 grandes finais — e perderemos a 26ª, a de 2016, que veria frente a frente Palmeiras (campeão do Brasileirão Chevrolet) e Grêmio (dono da Copa Continental Pneus do Brasil). Não seria uma grande disputa para abrir a temporada?

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10. QUE TOTTI MANDE
MAIS UMA CARTA ABERTA À SUA ROMA.

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“Roma é a minha família, os meus amigos, as pessoas que amo. Roma é o mar, as montanhas, os monumentos. Roma, obviamente, são os romanos. Roma é o amarelo e o vermelho. Roma, para mim, é o mundo. Este clube, esta cidade, foram a minha vida. Sempre.” Esse foi o encerramento da carta que Francesco Totti dedicou, através da rede social The Players Tribune, à última de suas 25 temporadas como jogador profissional — todas pela Roma. Esperamos que ele possa nos emocionar de novo no final de 2016-17.

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11. QUE OS PATROCINADORES INCLUAM
O TORCEDOR NO ESPETÁCULO.

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E não estamos falando (apenas) sobre promoções. Precisamos, sim, de ações como a da Virgin Media, patrocinadora do Southampton, que aderiu à iniciativa popular “Twenty’s Plenty For Away Games”, da The Football Supporters Federation-FSF, para garantir que as torcidas rivais dos saints tenham acesso ao St. Mary’s Stadium por preços menores. O primeiro eco desse conceito no Brasil aconteceu num dos mata-matas de acesso da Série C, em que o Botafogo de Ribeirão Preto-SP recebeu gratuitamente cerca de 100 torcedores do ABC. Com boa vontade e visão, é possível devolver o torcedores à condição e ao lugar que lhe pertencem: o protagonismo na arquibancada.

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12. QUE O FUTEBOL ARGENTINO
CONCRETIZE A SUPERLIGA.

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Com o fim das verbas de TV do já extinto programa estatal Fútbol para Todos, a maioria dos clubes da Argentina vai ficar — ou já está — de joelhos. A essa altura, o melhor a fazer é tirar do papel a proposta da Superliga, que não decolou em 2016 e, na nossa visão, garantiria um 2017 menos turbulento no futebol hermano.

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13. QUE O SEU CLUBE
SAIA DO ARMÁRIO.

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Quanto mais você fizer de conta que o seu clube não tem torcida LGBT, mais nós vamos dizer que tem, sim. Não para provocar, mas por acreditarmos que o futebol precisa ser mais inclusivo. E também porque essa negação da realidade faz com que o futebol brasileiro deixe de crescer — e muito.

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14. QUE O LEBOWSKI SIGA INFLUENCIANDO
O FUTEBOL POPULAR.

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Se você acha que o futebol precisa de uma revolução, o seu clube, ou o seu modelo de clue, é o Centro Storico Lebowski — talvez o primeiro clube da Itália a ser administrado pela própria torcida, que tem servido como referência para projetos similares em toda a Europa. E tudo isso jogando entre os amadores.

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15. QUE O FUTEBOL NOS RESERVE
UMA ZEBRA DAQUELAS.

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Em 2015-16, foi o Leicester City, na Premier League. Em 2016-17, pode ser o Nice, na Ligue 1. Ou alguma surpresa na UEFA Europa League. Ou algum ilustre desconhecido (do grande público) na CONMEBOL Libertadores Bridgestone — quem não se lembra do Independiente del Valle, do Equador, na final de 2016? Ou mesmo um time de fora da elite faturando a Copa Continental Pneus do Brasil. E por que não? As surpresas também são a beleza do nosso esporte.

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16. QUE VOCÊ SEJA
SÓCIO DA CHAPECOENSE.

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O calendário internacional vai garantir bons recursos para que a Chapecoense se reerga após a tragédia da Colômbia. Mas, com uma ajuda regular, mensal, a reconstrução tende a ser menos difícil. Por isso, começamos 2017 pedindo, mais uma vez, que você se associe à Chape. Além dos planos regulares de ST, o clube disponibiliza a categoria Sócio Contribuinte, a partir de R$ 20,00. Clique aqui para conhecer e, dentro das suas possibilidades, ajude na reconstrução do clube. Juntos, #SomosMaisQue11 e podemos fazer mais pelo clube.

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17. QUE TODOS NÓS SAIBAMOS
ABRAÇAR O ATLÉTICO NACIONAL.

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Não há palavras o bastante para descrever tudo que o Atlético Nacional fez pela Chapecoense — que, não custa lembrar, seria sua adversária na final da Copa Sul-Americana — e, por extensão, pelo futebol brasileiro. Então, que passemos das palavras aos atos. Em 2017, os verdolagas visitarão Chapecó para a disputa da Recopa Sul-Americana. Esperamos festa, respeito e reconhecimento aos nossos irmãos de alma da Colômbia.

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Serie A e na Europa.

Imagens: Divulgação.

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