Título da Sul-Americana rendeu milhões à Chape. E pode render ainda mais em 2017

Depois da tragédia, o afago: ontem (5), a CONMEBOL concedeu à Chapecoense o título da Copa Sul-Americana 2016. O pedido, você sabe, partiu do Atlético Nacional de Medellín, contra quem o Verdão do Oeste catarinense disputaria a decisão. Um gesto de grandeza por pare dos colombianos? Sem dúvida. Mas também uma ajuda financeira preciosa para a reconstrução do clube catarinense.

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Vamos aos números, começando pela própria Sul-Americana. Ao todo, a Chape faturou US$ 3,675 milhões em prêmios (mais de R$ 12,5 milhões, sendo US$ 1,00 = R$ 3,42); e desses, US$ 2 milhões (R$ 6,84 milhões) apenas com a confirmação do título:

CHAPECOENSE — PRÊMIOS SUL-AMERICANA 2016
2ª Fase: US$ 300 mil;
Oitavas de Final: US$ 375 mil;
Quartas de Final: US$ 450 mil;
Semifinal: US$ 550 mil; e
Título: US$ 2 milhões.

A vitória na Sul-Americana classificou a Chapecoense para quatro disputas internacionais em 2017. A maior delas, claro, é a Copa Bridgestone Libertadores da América, onde o clube começará na fase de grupos, já com a certeza de embolsar US$ 1,8 milhão (R$ 6,156 milhões) por seus três jogos como mandante. A partir daí, de acordo com o novo regulamento da CONMEBOL, a Chape tem duas possibilidades:

se passar para as oitavas de final, ganha mais US$ 1,5 milhão (R$ 5,13 milhões) e pode somar outros US$ 5,9 milhões (aproximadamente R$ 20,18 milhões — caso seja vice) ou US$ 7,4 (R$ 25,3 milhões — caso seja campeã); ou

se terminar em terceiro lugar na chave, “cai” para as oitavas de final da Sul-Americana e volta a lutar pelos prêmios que detalhamos mais acima.

Os demais torneios que vêm da vitória na Sul-Americana são finais: Recopa (contra o campeão da Libertadores), Copa Suruga Bank (contra o vencedor da Copa do Imperador do Japão) e Supercopa Euroamericana (contra o dono da UEFA Europa League — essa, ainda, uma competição não oficial). Que juntas, farão a Chapecoense embolsar, no mínimo, US$ 1 milhão (R$ 3,42 milhões), a saber:

RECOPA — PRÊMIOS 2016
Campeão: US$ 600 mil (pouco mais de R$ 2,05 milhões); e
Vice: US$ 350 mil (R$ 1,197 milhão).

SURUGA BANK — PRÊMIOS 2016
Campeão: US$ 700 mil (R$ 2,394 milhões); e
Vice: US$ 500 mil (R$ 1,71 milhão).

EUROAMERICANA — PRÊMIOS 2016
Mínimo garantido: US$ 150 mil (R$ 513 mil); e
Bilheteria: 70%, caso o jogo aconteça em Chapecó.

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Ou seja, mesmo prevendo sempre os piores cenários — eliminação precoce na Libertadores e vices nos demais torneios –, a Chapecoense já tem a certeza de receber pelo menos US$ 2,8 milhões (R$ 9,576 milhões) em 2017. E há ainda outro caminho: e se o Verdão do Oeste chegar ao Mundial de Clubes FIFA? Eis os ganhos possíveis, com base nos números da última edição:

MUNDIAL DE CLUBES FIFA — PRÊMIOS 2015
Título: US$ 5 milhões (R$ 17,1 milhões);
Vice: US$ 3,7 milhões (R$ 12,65 milhões);
3º colocado: US$ 2,5 milhões (R$ 8,55 milhões);
4º colocado: US$ 2 milhões (R$ 6,84 milhões);
Demais colocações: US$ 1 milhão (R$ 3,42 milhões).

Tudo isso significa que, no melhor cenário possível (títulos da Libertadores + Recopa + Suruga + Euroamericana + Mundial) — e sem contar a bilheteria da Euroamericana, nem a possibilidade de um novo torneio entre os campeões da Recopa e Supercopa da UEFA –, a Chapecoense terá a chance faturar até US$ 17,15 milhões (R$ 58,65 milhões) só em premiações na próxima temporada.

Exagero nosso? Bem, também parecia impossível que “aquele clube do interior de Santa Catarina”, com “só dois anos de Série A”, eliminasse Independiente-ARG e San Lorenzo-ARG na Sul-Americana desse ano, não? E outra: quanto mais longe a Chape chegar, menos árdua será sua reconstrução. Estamos na torcida.

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Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Serie A e na Europa.

Imagens: Divulgação.

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