Premiação da Copa Sul-Americana aumenta 72% em 2016

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O péssimo critério da CBF para definir seus representantes na Copa Sul-Americana, atrelado a uma eliminação precoce na Copa Continental do Brasil (que despreza títulos regionais – Copa do Nordeste e Copa Verde – e a classificação da Série A na temporada anterior) já fizeram nossos clubes perderem muito dinheiro. E neste ano o lamento será maior.

Ontem (12), durante o sorteio da edição 2016, a CONMEBOL anunciou um aumento de 72% na premiação geral do torneio em relação a 2015. Ao todo, a Sul-Americana repartirá US$ 28,4 milhões (R$ 93,72 milhões, sendo US$ 1,00 = R$ 3,30) entre 47 clubes, com valorização em todas as etapas:

1ª Fase: US$ 250 mil (US$ 150 mil em 2015) para cada clube. Premiação total de US$ 4 milhões.

2ª Fase: US$ 300 mil (US$ 150 mil em 2015) para cada clube. Premiação total de US$ 9,6 milhões.

Oitavas de Final: US$ 375 mil (US$ 225 mil em 2015) para cada clube. Premiação total de US$ 6 milhões.

Quartas de Final: US$ 450 mil (US$ 300 mil em 2015) para cada clube. Premiação total de US$ 3,6 milhões.

Semifinal: US$ 550 mil (US$ 360 mil em 2015) para cada clube. Premiação total de US$ 2,2 milhões.

Vice-campeão: US$ 1 milhão (US$ 550 mil em 2015).

Campeão: US$ 2 milhões (US$ 1,2 milhão em 2015).

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Com esses números, os clubes da Bolívia, Chile, Colômbia (exceto o atual campeão, Indepediente Santa Fé), Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela, que participam desde a 1ª Fase, podem faturar até US$ 3,925 milhões em caso de título. Brasileiros e argentinos, que entram na 2ª Fase, chegarão no máximo a US$ 3,675 milhões. E o já citado Santa Fé, que defende a taça a partir das Oitavas de Final, terá a chance de embolsar até US$ 3,375 milhões (US$ 990 mil a mais do em na campanha vitoriosa do ano passado).

Em 2012, o São Paulo foi o segundo (e, por ora, último) brasileiro campeão da Copa Sul-Americana. Nosso primeiro título veio com o Internacional, em 2008.
Em 2012, o São Paulo foi o segundo (e, por ora, último) brasileiro campeão da Copa Sul-Americana.
Nosso primeiro título na competição veio com o Internacional, em 2008.

Outra motivação para conquistar a Sul-Americana são os ganhos futuros, já que o campeão garante vaga em nada menos do que cinco competições continentais e intercontinentais na temporada seguinte: Copa Bridgestone Libertadores da América, Recupa Sul-Americana, Copa Suruga Bank (disputada contra o campeão da Copa do Japão), Supercopa Euroamericana (contra o vencedor da UEFA Europa League) e, claro, a própria Sul-Americana.

Esse será o roteiro do Santa Fé, que já garantiu US$ 2,2 milhões em sua campanha na Libertadores deste ano (US$ 400 mil na preliminar e US$ 1,8 milhão na fase de grupos) e, em valores de 2015, pode faturar de US$ 560 mil a US$ 700 mil na Sugura; US$ 200 mil a US$ 300 mil na Recopa; e já tem um mínimo de US$ 150 mil na Euroamericana, com a expectativa de ficar com 70% da bilheteria se o jogo acontecer na Colômbia. Ou seja, no pior dos cenários – eliminado de cara na Sul-Americana e vice em todos os outros torneios –, o clube terá mais US$ 910 mil nos cofres até o final do ano.

Em 2015, o River Plate venceu a primeira edição da Supercopa Euroamericana, faturando cerca de US$ 680 mil.
Em 2015, o River Plate venceu a primeira edição da Supercopa Euroamericana, faturando cerca de US$ 680 mil.

“Então os nossos clubes devem abir mão da Copa do Brasil e focar na Sul-Americana?” Não. É a CBF que deve focar no melhor para os nossos clubes e definir um critério decente de acesso à competição. Afinal, não há lógica em perder tanto dinheiro e exposição internacional em razão de uma classificação num torneio nacional, certo?

Thiago Zanetin tem 30 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Serie A e na Europa.

Imagens: Divulgação.

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