Por que a #EURO2016 foi a EURO da Nike

eder

A Nike precisou de 20 anos para conquistar a UEFA EURO. Mas, agora que conseguiu, foi de forma absoluta. A gigante americana não teve o maior número de seleções patrocinadas, mas foi a dona da final; viu a maioria dos jogadores calçarem as suas chuteiras, das quais saíram a maioria dos gols — inclusive, o decisivo; e ainda registrou a campanha publicitária mais vista do torneio. E tudo isso no terreno patrocinado pela arquirrival adidas. Acompanhe.

euro por

UNIFORMES. A Nike vestiu menos seleções do que a adidas: seis contra nove. Em termos de aproveitamento, porém, a swoosh foi insuperável. Com a decisão entre França e Portugal, a Nike foi a segunda marca a quebrar a hegemonia de títulos da adidas de 1984 para cá (a primeira tinha sido a Hummell, com a Dinamarca, em 1992). E mesmo com um portfólio menor, igualou a presença da arquirrival nas fases mais agudas do torneio, com três equipes nas quartas de final e duas nas semifinais.

france

E foi nas semifinais que aconteceu a maior vitória comercial da Nike. Ao ver a dona da casa França, seleção de maior investimento do seu portfólio (€ 42,6 milhões por temporada), eliminar a Alemanha, que passa a ter o maior contrato da categoria com a adidas (€ 50 milhões anuais), a marca do swoosh du o impulso definitivo para que as vendas das camisas bleus aumentassem em relação a 2014 e, por tabela, estagnou os modelos germânicos.

edr3

CHUTEIRAS. O eurogol decisivo de Éder com sua Mercurial Vapor 11 foi o desfecho perfeito para a Nike. Dos 522 jogadores do torneio, a marca calçou 343, emplacando sete modelos no TOP 10 dos mais utilizados: a já citada Mercurial Vapor (1ª, 87 atletas), Tiempo (2ª, 79), Mercurial Superfly (5ª, 62), Magista Opus (6ª, 40), Magista Obra (7ª, 37), Hypervenom Phinish (8ª, 21) e Hypervenom Phantom (9ª, 15).

portugal

Mais de 50% dos gols da EURO 2016 vieram de chuteiras Nike. Modelo de Cristiano Ronaldo, a Mercurial foi a artilheira, com 35 bolas na rede (mais do que as 31 somadas dos modelos X e ACE da adidas, que completam o TOP 3). E apesar de ter marcado apenas três gols, CR7 consagrou-se como o maior artilheiro em atividade do torneio. Um trunfo a mais para a marca do swoosh, já pensando em 2020.

COMUNICAÇÃO. Desde que foi lançada (09/06), até o apito final da UERO 2016 (10/07), o filme “The Switch”, com o qual a Nike ativou sua participação no torneio, havia superado 345 milhões de visualizações, somadas todas as plataformas em que foi veiculado. Ou seja, se a adidas reivindica para si o título de marca mais compartilhada do verão europeu, a swoosh foi, sem dúvida, a mais vista – e com mais impacto.

Thiago Zanetin tem 30 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Serie A e na Europa.

Imagens: Divulgação.

Category: Marketing