Os grandes números do futebol feminino na UEFA

Manchester City é um dos clubes europeus que mais tem investido no futebol feminino.
Manchester City é um dos clubes europeus que mais tem investido no futebol feminino.

No ultimo domingo (18) o futebol feminino do Brasil conquistou a Copa CAIXA. Foi o nosso primeiro título sob o comando de uma mulher, Emily Lira. E o jogo (5×3 frente à Itália) ainda marcou a despedida de Formiga, após 21 anos de serviços à Seleção. Tudo, claro, devidamente mal noticiado pelos grandes veículos, inclusive os esportivos, e ignorado pela maioria do público — que, há menos de seis meses, nas Olimpíadas do Rio de Janeiro, declarava apoio incondicional à mulherada.

E, paradoxalmente, enquanto insistimos em esconder o futebol feminino por aqui, na Europa as boleiras ocupam cada vez mais espaço. Que o diga a UEFA, que, nos últimos dias, divulgou a versão 2016-17 do seu relatório Women’s Football Across the National Associations (ou “O Futebol Feminino entre as [suas] Federações Nacionais”), no qual traça um balanço da modalidade, em todos os níveis. Abaixo, destacamos alguns indicadores, que você pode conferir na íntegra aqui. Que nos sirvam de inspiração.

Após ganhar tudo como jogadora e treinadora, silvia Neid hoje é coordenadora técnica da Alemanha.
Após ganhar tudo como jogadora e treinadora, Silvia Neid hoje é coordenadora técnica da Alemanha.

NO CAMPO E NO BANCO:

1.270.481 de jogadoras profissionais registradas (+6% em relação a 2015-16);

2.853 Jogadoras amadoras e semiprofissionais (+119% desde 2012-13);

34.194 equipes juniores ou de base (+73% desde 2012-13);

Sete países têm mais de 100 mil ateltas: Inglaterra, França, Alemanha, Holanda, Noruega e Suécia; e

17.553 treinadoras qualificadas (+31% em relação a 2015-16).

A húngara Katalin Kulcsár foi uma das árbitras pela UEFA na Copa do Mundo FIFA feminina 2015.
A húngara Katalin Kulcsár foi uma das árbitras pela UEFA na Copa do Mundo FIFA feminina 2015.

NA ARBITRAGEM:

17.200 profissionais de arbitragem e match officials (+31% em relação a 2015-16), sendo 394 de categoria FIFA.

TORNEIOS:

— o número de federações nacionais com ligas femininas saltou de 47 para 52 entre 2013 e 2016;

— o número de campeonatos de base (sub-6 a sub-23) pulou de 164 para 266 entre 2012-13 e 2016-17;

Na última temporada, as meninas do Lyon conquistaram o tri na Women's Champions League.
Na última temporada, as meninas do Lyon conquistaram o tri na Women’s Champions League.

VIABILIDADE:

— entre 2013 e 2016, as receitas globais da UEFA Women’s Champions League cresceram 92%;

— atualmente, 12 federações nacionais trabalham com patrocinadores dedicados ao futebol feminino; e

— em 2016-17, o investimento médio na modalidade será de € 101,7 milhões (mais do que o dobro em relação a 2012-13).

MÍDIA:

— ao todo, 3,52 milhões de pessoas assistiram à UEFA Women’s Champions League 2015-16 pela TV; e

— as campanhas ativas nas redes sociais (Facebook + Twitter + YouTube + Instagram) saltaram de 63 para 120, entre 2013-14 e 2016-17.

Nathalie Boy De La Tour, atual presidente da Liga Francesa.
Nathalie Boy De La Tour, atual presidente da Liga Francesa.

GOVERNANÇA:

— ao todo, 399 mulheres ocupam cargos de gerência para cima nas federações nacionais; e

44 associações possuem comitês exclusivos para o futebol feminino.

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Imagens: Divulgação

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