Eu, Deco e o jogo mental para achar o craque da liga

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É preciso qualidade técnica para trocar passes com um craque.
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Se o jogo for difícil então, nem se fala, dobra-se o trabalho para fazer uma tabela.
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Porém, dependendo do teor da partida, as vezes é necessário tanto raça quanto talento.
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Em segundos, precisamos ler a marcação adversária para encaixar o um dois.
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Antecipar-se ao volante, dominar o meio, deixar a pelota nos pés do maestro, correr por entre os zagueiros, receber a redonda e tocar de volta para o camisa dez (no caso 20) chapar para as redes sem chances do goleiro pegar.
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Na ensolarada manhã de 31 de março de 2016, no Mube em São Paulo, estava complicado achar Deco livre para a jogada sair.
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Após participar de um bate-papo ancorado por Paulo Vinicius Coelho, o PVC, junto com Belletti no teatro do local, a marcação no ex-meia ficou dura.
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Não era para menos; um bi-campeão de Champions League como ele, protagonista nos clubes em que foi vencedor do campeonato mesmo quando era um coadjuvante servidor de estrelas mais midiáticas, sempre foi caçado dentro e fora de campo.
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A imprensa, convidada para cobrir o evento e divulgar a exposição com a taça da Liga dos Campeões- que encantou os fãs do torneio que a viram de perto entre 01 e 03/04-, chegou junto.
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Tentava de cá e tentava de lá, e surpreendentemente como não esperava, o gol então corria o risco de não mais acontecer graças aos horários do brasileiro luso- ou luso brasileiro, como queiram.
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Mas, golaços não se realizam de maneira tão fácil, e embora com medo, sabia que quanto mais a defesa acirrava minha vida ali, mais bonito o golzinho seria, é assim desde que o futebol é futebol.
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Eram câmeras, repórteres, seguranças e assessores na frente, sem contar a incerteza, aquela que unida a esperança moram no coração em um desafio complicado.
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Contudo, inspirado no próprio boleiro que eu buscava não perder de vista para tentar o inaugurar o placar, ponderei as linhas defensivas, cadenciei em direção a grande área e finalmente houve o tão esperado diálogo com Anderson Luis de Souza, o fora de série campeoníssimo das temporadas 2003/2004 e 2005/2006 da Champions com o Porto e o Barcelona respectivamente.
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Olho no lance porque foi uma senhora tabelada:
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Rapha Bento: Qual foi, na sua consideração, o seu melhor jogo de Liga dos Campeões?
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Deco: Cara, talvez as finais… Não! Eu acho que o meu melhor jogo de Champions meu foi Porto e Lyon, fora de casa, onde eu dei dois passes e foi uma partida de muita pressão e penso que fiz um jogo diferente mesmo.
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Rapha Bento: Agora, quando falamos na derrota mais dolorida que sofreu na Liga foi aquela em que o seu Barça perdeu para o Chelsea em 2005?
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Deco: Foi, se eu não me engano eram quartas de final, e poderíamos ter ido para frente. Estávamos muitíssimo bem ali. Foi com certeza a que mais doeu sim…
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Rapha Bento: Se o Porto de 2004 enfrentasse o Barcelona de 2006, times em que você dominou o meio, levaria a melhor ou não?
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Deco: Ah, ganhava! Ganhava sim!
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Dupla entrosada?
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Imagens: Reprodução/UEFA

Category: LifeStyle

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