ERA UMA VEZ | Como a Chapecoense explica sua tragédia às crianças

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Para nós, a imagem acima foi a mais marcante do dia (29/11) em que fomos abalados pela tragédia da Chapecoense: um garotinho triste, de cabeça baixa, abraçado à sua própria camisa, na arquibancada da Arena Condá, em Chapecó. Como explicar aos jovens torcedores, que viviam apenas o início de suas relações de amor com o clube, que, de uma hora para outra, a alegria virou tristeza? Que a luta para conquistar um sonho — o título da Copa Sul-Americana — se tornou o luto de uma perda eterna?

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Bem, a Chapecoense conseguiu. O clube dedicou seis das 20 páginas da edição de dezembro da sua revista institucional “Informativo da Chape” (clique e acesse) ao especial “Era Uma Vez”, em que um pai conta a seu filho a história de uma Chapecoense que foi jogar no Céu. Criado por Alessandra Lara Zuanazzi Seidel, do time de Comunicação e Marketing da Chape, o texto também homenageia os dirigentes do Verdão e os profissionais de imprensa que perderam a vida no voo. Mas todos os envolvidos nesse projeto merecem o nosso destaque: Cissa Soletti, Eduardo Lima Guimarães, Juliana Sá Zonta e Ábner Steffen. Abaixo, destacamos alguns trechos.

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“Deus, o responsável por convocar o time, no entanto, queria jogadores que fugissem do estrelismo.”

“Todos os que ocupavam aquele avião estavam tão empolgados com a possibilidade d conquistar a América e tão transbordados de alegria com o momento incrível que viviam, que não perceberam quando a viagem foi interrompida para que pudessem alçar um voo mais alto.”

“Os vestiários de lá deveriam ser como os daqui: com os uniformes e as chuteiras organizados com zelo e carinho, para que os atletas, naquele ambiente, pudessem se sentir em casa. Para isso, levaram o roupeiro Cocada.”

E como esse time seria bem visto pela imprensa! O Renan Agnolin, o Gallioto, o Picolé, o Bivatti e o Douglas Dornelles expressariam toda a emoção dos jogos transmitidos nas ondas do rádio. As narrações ficariam por conta da voz inconfundível de Fernando Doesse. Na internet, as crônicas dos jogos ficariam por conta do Laion, com seus textos humanos, apaixonados, irreparáveis. No tradicional jornal impresso, o texto ficaria sob o comando de André Podiaki. Na televisão, uma emissora seria pouco para tanta repercussão. A Globo levou o Guilherme Marques, o Ari Junior e o Guilherme Van der Laars; a RBS foi com o Giovane Klein, o Bruno Mauri e o Djalma Araújo; e a FOX convocou para a equipe de transmissão o Victorino Chermont, o Lilacio, o Rodrigo Santana, o Mario Sergio, o Paulo Julio Clement, e o incomparável Deva Pascovich. Todos acompanhariam aquele time com se fosse o seu, do coração.”

“Estava escalado o time de lendas. Tamanha era a qualidade, o carisma, a determinação e o comprometimento que ficaram campeões sem nem precisar entrar em campo. Como já previam lá na Terra, conquistaram uma multidão. Só que uma multidão muito, muito além do que podiam imaginar. Ganharam o mundo.”

“Se lembra quando eu falei que Deus queria no seu time atletas que fugissem da badalação da mídia? Pois é. Agora eles entram em campo toda a noite, como as estrelas mais brilhantes.”

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No fim da história, o texto de Alessandra Seidel enfatiza que a Chapecoense vai continuar. E, mais uma vez, nós pedimos a sua ajuda para que essas palavras saiam do papel: seja sócio-torcedor da Chape. Aproveite a categoria Sócio Contribuinte, a partir de R$ 20,00. Clique aqui para conhecer e, dentro das suas possibilidades, ajude na reconstrução do clube. Juntos, #SomosMaisQue11 e podemos fazer mais pela Chape.

Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Serie A e na Europa.

Imagens: Divulgação.

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