Cofre cheio e aberto: Copa do Brasil terá premiações milionárias entre 2018-22

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Mais de R$ 300 milhões por temporada, incluindo premiações, cotas de transmissão e logística. Essa é a cifra que a Confederação Brasileira de Futebol-CBF repartirá entre os participantes da Copa Continental Pneus do Brasil durante o quadriênio 2018-22 — ou seja, após a disputa do ano que vem –, quando passará a valer o novo contrato junto às Organizações Globo (TV aberta + SporTV + GloboEsporte.com), anunciado hoje (19).

Nas contas da CBF, o campeão poderá receber até R$ 68,7 milhões (considerando que esteja na disputa desde a 1ª fase), sendo R$ 50 milhões apenas pelo título. Para que tenhamos ideia, o Grêmio, que levantou o caneco em 2016 vindo das oitavas de final, faturou R$ 9 milhões no total. Outras premiações conhecidas: R$ 20 milhões pelo vice (quatro vezes mais do que o Atlético Mineiro embolsou pela campanha completa desta temporada); R$ 8 milhões para os semifinalistas; e R$ 4 milhões nas quartas. Resta saber, porém, se o sistema de faixas (explicamos aqui) será mantido para as primeiras fases da competição — que, lembramos, passam a ser realizadas em jogo único a partir de 2017.

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Com base no valor médio por jogo (cerca de R$ 2,5 milhões), é uma soma sem precedentes na América Latina. “Então a Copa Continental Pneus do Brasil vai pagar mais do que o Brasileirão Chevrolet?”, você se pergunta. Depende do clube que a vencer. Se o dono da Copa for o 16º colocado do Brasileiro e estiver na última faixa dos direitos de TV, terá recebido, em números de 2016, “parcos” R$ 23,7 milhões (R$ 700 mil em premiação + R$ 23 milhões em transmissão); por outro lado, o Palmeiras, atual campeão brasileiro, faturou R$ 117 milhões (R$ 17 milhões em premiação + R$ 100 milhões em transmissão). Ou seja, não é uma verdade absoluta.

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É fato, porém, que a Copa Continental Pneus do Brasil deverá pagar muito mais do que a Copa Bridgestone Libertadores e a Copa Sul-Americana juntas – e incluídas aí todas as suas “possibilidades de ganhos futuros atrelados”. Ou seja, se os nossos dirigentes raciocinarem pelo bolso, aquela conversa de “entrar com mistão na Copa do Brasil porque há outras competições mais importantes” deve ir para o vinagre. E já não era sem tempo. É preciso que as nossas competições mobilizem os clubes a trata-las como prioridades e quererem vencê-las. E se essa motivação também for financeira, melhor ainda.

Thiago Zanetin tem 31 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Serie A e na Europa.

Imagens: Divulgação

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