Chelsea compra estádio do AFC Wimbledon, que se aproxima da sua verdadeira casa

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Ao mesmo tempo em que avança nas intenções de construir um “novo Stamford Bridge”, o Chelsea cresce em infraestrutura. Nessa semana, o clube adquiriu, por £ 2 milhões, o estádio de Kingsmeadow, localizado em Kingston upon Thames (sudeste de Londres) e que, nos últimos 14 anos, tem sido a casa do AFC Wimbledon – o “herdeiro popular” do velho Wimbledon FC, fundado e geridos por torcedores, e recém-promovido à Sky Bet Football League 1 (Terceirona).

Com capacidade para 4.850 espectadores, o local será gerido em conjunto ppor Wimbledon e Chelsea, e além de jogos dos wombles, receberá partidas e eventos das equipes de base e feminina dos blues. E antes que você se pergunte por que o Wimbledon abriu mão da autonomia de Kingsmeadow, nós respondemos: para ficar mais perto do retorno a Plough Lane, sua verdadeira casa, a cidade de Wimbledon.

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Explicando. O AFC Wimbledon nasceu, em 2002, como uma resposta dos torcedores ao deslocamento do já citado Wimbledon FC para Milton Keynes (o que daria origem ao MK Dons). Como os novos “wombles” tiveram de começar sua vida entre os amadores, gerir um estádio de 20 mil lugares como Plough Lane – onde, até 1991, assistiam às partidas do Wimbledon FC – seria impossível. A ascensão, porém, foi rápida: em apenas nove anos, o clube já estava entre os profissionais da Football League. E com essa escalada, a ideia de voltar à primeira casa foi ganhando forma.

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Em 2015, o AFC Wimbledon recebeu permissão para construir um estádio de 11 mil a 15 mil lugares no terreno do antigo Plough Lane. Teve início, então, a campanha #BringTheDonsHome (o clube também é conhecido como dons) e criou-se um fundo de financiamento popular. É para lá que vão os £ 2 milhões do negócio com o Chelsea e também a parte do clube na futura gestão conjunta de Kigsmeadow. A expectativa é de que o novo Plough Lane seja inaugurado durante a temporada 2018-19. Até lá os blues terão mais um parceiro para negócios locais e o AFC Wimbledon, aos poucos, irá se reapropriar da história do futebol na sua cidade. Bom negócio para dos dois.

Thiago Zanetin tem 30 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Serie A e na Europa.

Imagens: Divulgação.

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