Acostumado a protestar com futebol, Greenpeace chega à base do Leeds United

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O Leeds United anunciou hoje (13) que exibirá a marca do Greenpeace nas camisas das suas equipes de base – com a aprovação do site de apostas 32 Red, máster oficial do clube, que continuará presente no time principal. A iniciativa busca dar visibilidade a duas das principais causas ambientais defendidas pela ONG: a preservação das florestas tropicais e a proteção da vida marinha. E a primeira medida será destinar £ 5,00 (cerca de R$ 25,00) das vendas de cada unidade dos novos mantos 2016-17 para essas campanhas.

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Esta é a primeira vez que o Greenpeace aparece como charity partner de um clube; mas está longe de ser a sua estreia no futebol. Nos últimos anos, a ONG foi protagonistas de diversos protestos que utilizaram o nobre esporte bretão como plataforma ou metáfora (como você verá mais abaixo). A parceria com o Leeds é uma boa oportunidade para que o Greenpeace institucionalize a sua presença nos gramados e, de quebra, ajude a abrir novas reflexões sobre a relevância do marketing 3.0 dentro e fora das quatro linhas – algo já atestado com sucesso por clubes brasileiros como Vitória (“Meu Sangue É Rubro-negro”) e Sport (“Immortal Fans” e “Adote um Torcedor”).

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2006 – SCORE FOR OCEANS. O Greenpeace aproveitou a proximidade da Copa do Mundo FIFA para alertar que, a cada quatro segundos, uma área viva equivalente a dez campos de futebol era devastada nos oceanos. Na época, foi criada uma tabela para revelar qual país participantes desmataria mais até o final do torneio.

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2013 – DON’T FOUL THE ARTIC. Intervenção contra a estatal de energia russa Gazprom, patrocinadora da UEFA Champions League, em plena partida entre Basel e Schalke 04.

Greenpeace Shows Gazprom the Red Card in Denmark

2013 – RED CARD. Novamente na UEFA Champions League e contra a Gazprom, dessa vez interrompendo uma coletiva de imprensa mundial do Real Madrid às vésperas de um jogo contra o Copenhagen.

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2014 – DETOX FOOTBALL. Ação reivindicando que a adidas retirasse materiais e substâncias tóxicas do seu merchandising para a Copa do Mundo FIFA 2014. Os protestos aconteceram em várias partes do mundo. Os que você vê aqui ocorreram na China e nas Filipinas. Posteriormente, foi lançado o documento “Detox Football – A Report”, com 11 sugestões para a produção sustentável de materiais esportivos.

Thiago Zanetin tem 30 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha com o dia em que as verdadeiras cores gialloblù da cidade voltarão a brilhar na Serie A e na Europa.

Imagens: Divulgação.

Category: Marketing