8CTA | Por que o Joinville deve apostar numa marca esportiva própria em 2017

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Rebaixado para a Série C do Brasileirão, o Joinville dará início à sua reformulação pelos uniformes: sai a Umbro e, seguindo os passos de Paysandu, Juventude e Fortaleza, entra uma marca própria, que provavelmente será batizada como “8CTA” — em referência ao octocampeonato catarinense conquistado pelo clube entre 1978 e 1985.

Nesse modelo, o JEC se aliaria a uma empresa produtora — provavelmente a local Diklatex, embora outras indústrias da cidade possam participar de alguns processos –, seria o responsável pela distribuição dos materiais e receberia 100% das vendas. E dá para fazer: o fato de o clube gerir sua própria rede de lojas, a “Toca do Coelho”, ajudaria a eliminar intermediários e, trabalhando localmente, diminuir o preço final por peça, ganhando também na quantidade.

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Essas, porém, são “apenas” premissas técnicas. Como qualquer iniciativa dessa natureza, a provável “8CTA” só vai para frente se o Joinville conhecer profundamente o seu público. Afinal, o que o torcedor deseja? Qual o mínimo que pode pagar? E o máximo? Vale a pena segmentar linhas de produtos por preço? Em que épocas está mais propenso a comprar? Compra mais em lojas físicas ou via e-commerce? Compra mais para si mesmo ou para presentear outras pessoas? Compraria produtos que cobrem o calendário promocional – Dia das Crianças, Natal, etc.? É isso, e muito mais, que deve ser compreendido.

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Ou seja, mais até do que um novo modelo comercial, a “8CTA” representaria um amplo vetor de relacionamento: um Joinville parceiro da cidade de Joinville (como comprova o recente acordo de patroínio máster fechado com a local de tecnologia, Selbetti) e aberto aos joinvillenses — sejam eles torcedores ou não. Tomara que aconteça.

Com informações de: Mantos do Futebol e Gabriel Fronzi. Imagens: Divulgação.

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