Se a Under Armour quer voltar ao mercado alemão, o momento é agora

under armour

Fornecedora do Tottenham, a americana Under Armour vê cada vez menos espaço para crescer no mercado boleiro europeu via Barclays Premier League. Além dos spurs não entregarem uma boa relação de vendas e visibilidade – sobretudo em Londres -, a marca também não consegue se firmar como alternativa ao trio de gigantes adidas, Nike e Puma; e, entre as newcommers recentes, já foi superada até pela sua conterrânea Warrior/NewBalance, que tem dois clubes (Liverpool e Stoke City).

Por isso, não nos surpreendemos quando, nesta semana, a revista alemã Manager Magazin noticiou que a Bundesliga pode ser um bom caminho para o estabelecimento da Under Armour no continente. De acordo com a publicação, a empresa trabalha em duas frentes: na elite, já procurou Schalke 04 e Borussia Mönchengladbach, que ainda têm longos contratos com adidas e Kappa, respectivamente; e na Segundona, negocia com o St. Pauli, parceiro da Hummel até o final de 2014-15.

han

Caso tenha sucesso – não importa em qual divisão -, a Under Armour vai estabelecer uma “rota reversa”, já que voltou-se para a Inglaterra, com o Tottenham, ao mesmo tempo em que perdeu o Hannover 96 para a alemã Jako, em 2011. Índice de um mercado, até então, muito fechado a fornecedoras estrangeiras. Mas, agora, quatro anos depois, o cenário já favorece a uma nova investida da marca americana.

Na 1. Bundesliga 2014-15, por exemplo, embora tenhamos mais fornecedoras locais do que estrangeiras (cinco contra três), o número de contratos entre elas já está empatado: nove para cada. As donas da casa concentram Bayern, Schalke 04, Bayer Leverkusen e Hamburgo (adidas); Borussia Dortmund e Stuttgart (PUMA); Hannover 96 (Jako); Colônia (Erima); e Paderborn 07 (Saller). Já as “forasteiras” têm Augsburg, Eintracht Frankfurt, Freiburg, Hertha Berlim, Werder Bremen e Mainz 05 (Nike); Borussia Mönchengladbach e Wolfsburg (Kappa); e Hoffenheim (Lotto). Ou seja, caso a Under Armour consiga fechar com Schalke e M’gladbach, colocará as marcas internacionais no comando da elite alemã.

hummel

Se a pista da Under Armour for a 2. Bundesliga, com o St. Pauli, a situação é parecida. Por lá, os oito primeiros colocados, que lutam pelo diretamente pelo acesso, também revelam um mercado dividido, em que a vantagem de fornecedoras nacionais sobre as internacionais (três contra duas) não desequilíbra o número de contratos: quatro para cada lado. As alemãs vestem Kaiserslautern (Uhlsport), Fortuna Düsseldorf (PUMA), Ingolstadt 04 e 1. FC Nürnberg (adidas); as estrangeiras, por sua vez, estão com Karlsruher (Hummel), Darmstadt 98, Eintracht Braunschweig e RB Leipzig (Nike). Mais do que isso, a Segundona tem se mostrado estratégica para marcas que desejam ampliar ou abrir operações no futebbol do país – o caso mais recente é o da italiana Macron, que contará com Union Berlin e Munique 1860 a partir de 2015-16.

dresden

“Mas o St. Pauli está na zona de rebaixamento. Se cair, como fica esa lógica?”. Ainda válida. Assim como a 2. Bundesliga, a 3. Liga pode representar uma abertura de mercado, ainda que uma análise dos oito primeiros colocado revele apenas uma marca estrangeira: a Nike, que veste Preußen Münster e Dynamo Dresden. Num cenário como esse, a entrada da Under Armour, com impacto de patrocínio – e não apenas de cessão do catálogo – pode, mesmo a partir da Terceirona, acelerar essa “internacionalização” do fornecimento no futebol alemão, facilitando o fechamento de futuros acordos nas séries superiores. Vale a pena. E o momento para a marca é agora.

Thiago Zanetin tem 29 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha sempre em ver as verdadeiras cores gialloblù da cidade brilhando Europa afora.

Imagens: Divulgação

Category: MarketingMercado

Comentários

  1. Elton, porcaria é seu comentário, e a adidas já perdeu todo o território americano para essa “porcaria”, não me surpreende se a Under Armour daqui á pouco ficar na cola da Adidas e Nike no âmbito mundial, quem dirá a Puma que já foi ultrapassada. Aconselho a pesquisar mais, procurar saber mais sobre o assunto.

  2. Fato é que as fornecedores menores fazem uniformes mais bonitos que adidas e nike.