#RiverCopaJapón | Quando a torcida marca e é a marca

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Prazer, River Plate. Se alguém no mundo ainda não conhecia os millonarios de Buenos Aires, o Mundial Interclubes 2015 (FIFA Club World Cup) tem sido o melhor dos cartões de visita. Não por que seu elenco possua ídolos com valor midiático e de mercado próximo àqueles do Barcelona, contra quem decidirá o título, amanhã (20). E nem por que o clube esteja posicionando a sua marca no mercado nipônico com uma grande campanha como #SamuraisDeRiver. Não. Mesmo que não houvesse nada disso, o River ainda seria, e será, lembrado por ações de live marketing que sequer planejou: as ações dos seus torcedores no Japão.

Live marketing, você sabe, é a interlocução viva, real, entre marcas e pessoas. Um conceito muito explorado no mercado promocional. “E o que isso tem a ver com a torcida do River Plate?”, você pode se perguntar. Tudo. São mais de 15 mil fanáticos que têm transformado cada canto das cidades por onde passam nas arquibancadas e no entorno do Monumental de Nuñes. E, com isso, expõem os japoneses – e todos que seguem o Mundial de longe – à cultura do que é, não apenas torcer, mas pertencer ao clube. Quando eles cantam o famoso Soy de River, passam a personificar a marca. Uma marca feita de sentimentos que são manifestados espontaneamente, no grito, no pulo, nas palmas, com bandeiras, camisas, cachecóis, de todo o jeito em todo lugar. Uma marca que marca sensorialmente, mexe com as emoções de quem a percebe. É ver e entender, no ato, do que se trata.

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Basta pensar no que é mais impactante: assistir a um filme com os jogadores do River Plate vestidos como samurais; ou ver milhares de pessoas promoverem um “bandeiraço” no coração de Osaka? O que tem mais chance de ser lembrado: os fãs japoneses cercando o hotel do Barcelona para pedir um autógrafo a Messi – cena que, de resto, acontece um todo lugar onde os culés jogam -; ou aquele momento em que, meio mundo distante de suas casas, os alucinados millonarios bloqueiam uma rua de Yokohama para receber o ônibus com seus jogadores? Não há comparação. Live marketing, a essa altura, é apenas um termo técnico. Estamos falando, como sempre falamos, da cultura do futebol, criada e ativada pelo torcedor para ativar o grande diferencial de marca que todo clube deve perseguir: paixão popular. É isso, esse público, essa entrega, que gera exposição e move o mercado – nunca o contrário.

Se o River Plate sair campeão mundial amanhã, entra para a história nos almanaques. Se perder, já ganhou uma grande história a partir da qual perseguir novos objetivos. Que, em qualquer um dos casos, o clube saiba agradecer os torcedores. O passo definitivo para manter a marca millonaria em evidência mundo afora foi dado por eles. A marca são eles. O River, mais do que nunca, é cada um deles.

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Thiago Zanetin tem 30 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha sempre em ver as verdadeiras cores gialloblù da cidade brilhando Europa afora.

Imagem: Divulgação

Category: Marketing