Perfil | Pablo Osvaldo, o rockstar de La Boca

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A aposentadoria de Román Riquelme deixou a torcida do Boca Juniors carente de um grande ídolo nos gramados. Um candidato natural à posição é o hoje juventino Carlitos Tévez, que sonha dia e noite em voltar ao clube. Mas, enquanto isso não ocorre, outro jogador faz sucesso com as arquibancadas: o atacante ítalo-argentino Pablo Daniel Osvaldo, de 29 anos, emprestado pelo Southampton até a metade de 2015.

Nascido em Buenos Aires e xeneize declarado, Osvaldo começou a ganhar sua gente antes mesmo de entrar em campo, ao praticamente exigir sua transferência para o Boca Juniors – mesmo tendo a possibilidade de voltar à Itália, onde construiu grande parte da sua carreira em clubes como Juventus, Internazionale e Roma, e conquistou a camisa da Azzurra. Chegou como o atleta mais bem pago do Campeonato Argentino e confirmou as expectativas de todos logo em sua estreia, marcando o gol da vitória frente ao Montevidéo Wanderers (2×1), pela fase de grupos da Copa Bridgestone Libertadores da América.

Garantido na bola e na mentalidade “boquense”, Osvaldo precisou apenas deixar que seu carisma concluísse o trabalho. Fã de “rocanrol” (do Pink Floyd, em particular), tatuado, bem articulado e meio loco quando necessário, o jogador projeta diferentes imagens, que vão do “rebelde intelectual” ao “roqueiro cuidadosamente desleixado”, com pinta de “sex symbol”. Não por acaso, seus maiores registros publicitários estão ligados à moda, como, por exemplo, a campanha Nike FC, da qual foi protagonista ao lado de Neymar, Jack Wilshere e Prince Boateng.

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Com tantas imagens, não é de se admirar que Osvaldo tenha ajudado o Boca Juniors também midiaticamente. Num período em que a grande imprensa argentina tinha tudo para dar maior destaque ao arquirrival River Plate, que vinha de um 2014 mais do que vencedor, o novo camisa 23 “rachou” as pautas e colocou o clube em evidência com suas entrevistas, suas polêmicas – lembra de quando ele mandou Desábato, do Estudiantes, comer grama? – e sua já citada locura campo. O “gol-selfie” contra o Zamora, por exemplo, ganhou o mundo e se tornou hit imediato nas redes sociais.

As redes sociais de Osvaldo, aliás, têm sido um alento para o clube neste difícil período de iminente exclusão da Copa Libertadores (consequência da confusão no Superclássico, mais uma vez pela Libertadores, em La Bombonera). Seus posts têm tudo que só um autêntico torcedor xeneize pode expressar: o amor pelas cores azul y oro e a exaltação ao “Jogador Nº 12″. Esperamos sinceramente que ele permaneça em La Boca, pelo menos até o final de 2015. Ídolos com a identificação e o potencial de exploração (e ativação) dele fazem falta ao futebol sul-americano.

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Imagens: Divulgação

Category: Marketing

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