Geraldinos | O fim da geral do Maracanã além do Maracanã. Assista ao trailer:

maraca

24 de abril de 2005. Após 55 anos de festa, a geral do Maracanã assistia ao seu último jogo – um Fluminense e São Paulo (2×1), pela primeira rodada do Brasileirão. Em pé, como sempre, ela morreu, para dar espaço a modernas e confortáveis cadeiras. Que, para os órfãos do setor, representam o fim de um sonho. O sonho de ir ao estádio e ser protagoonista do espetáculo, pertinho, quase pisando no gramado junto com o seu time. O sonho de um futebol acessível, que já parece não pertencer mais ao torcedor.

geral

Quase uma década depois, o documentário “Geraldinos”, de Pedro Asbeg e Renato Martins, retrata o fim da geral como uma derrota do nosso futebol, e emblema de um processo de elitização (leia-se: exclusão), que, partindo do próprio Maracanã, contagia o Rio de Janeiro – pensando esportivamente, faz sentido, já que o estádio foi reformado primeiro para os Jogos Panamericanos de 2007, depois reconstruído para a Copa das Confederações FIFA 2013 e Copa do Mundo FIFA 2014, e receberá, no ano que vem, modalidades dos Jogos Olímpicos; todos eventos importantes, que movimentam a cidade, mas “para turistas”.

TRAILER GERALDINOS from Jacqueline Filmes on Vimeo.

Os depoimentos de craques que não cansavam de correr para a geral, como Zico e Romário, e, claro, dos geraldinos ilustres, dão o tom produção. No final, ficam conclusões (pelo menos nós achamos) óbvias: nada contra a modernização dos nossos palcos; e nada a favor da elitização que veio no pacote dessas obras. Nosso futebol é esssencialmente popular, e assim deve se manter.

Thiago Zanetin tem 29 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha sempre em ver as verdadeiras cores gialloblù da cidade brilhando Europa afora.

Imagem: Desconhecido (1); Roberto Moreyra/EXTRA

Category: Marketing

Comentários

  1. Quem falou que o Maracanã é nosso?
    Se a GERAL era a alma, alegria, a espontâneadade do povão
    E a dona Fifa acabou com a alegria minha e de muitos outros geraldinos.
    Era o meu lugar favorito – Me sentia muito bem de Homem-Árvore,
    nos jogos do Fluminense.
    Saudade da GERAL!
    VOLTA GERAL
    Abraço!