Em 1 ano, Allianz Parque transformou público, renda e negócios do Palmeiras

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19 de novembro de 2014. Após anos de obras, polêmicas administrativas – que persistem – e expectativa, o Palmeiras, enfim, inaugurava o Allianz Parque. A estreia foi com derrota (2×0 contra o Sport), mas os números de público e renda, e também de negócios que seriam gerados a partir da arena, já deixavam claro que as receitas comerciais alviverdes iriam mudar para muito melhor. Um ano depois e 35 jogos depois (o 36º acontecerá justamente hoje, contra o Cruzeiro), apresentamos um panorama dessa melhora.

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PÚBLICO. Logo na inauguração do Allianz Parque, contra o Sport, o Palmeiras registrou seu maior público no Brasileirão Chevrolet 2014: 35.939 espectadores. Até então, o Verdão – que mandava seus jogos no Pacaembu – tinha ultrapassado a marca de 30.000 torcedores apenas duas vezes (31.178 contra o Internacional; e 30.695, contra o Santos). O segundo maior público da temporada, 33.151 pessoas, contra o Atlético Paranaense, também “saiu” da arena, que, dessa forma, foi fundamental para elevar um pouco a média de público aliviverde para 19.755, a sétima melhor do torneio.

A partir de 2015, evolução total, em todos os campeonatos. No Paulistão Chevrolet, o Palmeiras, assim como em 2014, registrou a segunda maior média de público, mas saltando de 14.489 torcedores, no Pacaembu, para 28.913 no Allianz Parque; foi nesse torneio, também, que o clube cravou seu recorde absoluto na arena: 39.479 pagantes no primeiro jogo da decisão, contra o Santos. Já na Copa Sadia do Brasil, onde é finalista, o Palmeiras saiu de uma média 9.340 em quatro jogos (2014) para 27.819 em, até agora, seis jogos (2015). E no Brasileirão Chevrolet, o Verdão foi para o topo do ranking de público: atualmente é o terceiro melhor, com 31.093 torcedores e 71% de ocupação. Ao todo, 1.057.323 já passaram pelas arquibancadas do Allianz Parque.

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RENDA. Observe as bilheterias do Palmeiras em 2014: R$ 5.659.073,00 no Paulistão Chevrolet, R$ 1.041.342,00 na Copa Sadia do Brasil e R$ 16.646.936,00 no Brasileirão Chevrolet. Agora, compare com as cifras de 2015: R$ 23.325.940,00 no Paulistão, R$ 8.609.589,00 na Copa do Brasil (sem contar a decisão) e R$ 33.843.164,00 no Brasileirão (em 17 dos 19 jogos, sendo que dois foram mandados no Pacaembu). Não tem comparação. Em apenas um ano no Allianz Parque, o aliveverde se tornou o campeão de renda do País, com um ticket médio que, consideradas as três competições, varia entre R$ 61,90 e R$ 80,68. No total, o Allianz Parque consolida: R$ 76,4 milhões em renda bruta; e R$ 52 milhões em renda líquida, com média de R$ 1,5 milhão por partida.

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NEGÓCIOS. O primeiro negócio gerado pelo Allianz Parque está, justamente, em seu nome: o naming rights da seguradora Allianz, que investirá um total de R$ 300 milhões por 20 anos de propriedade. Mas esse acordo é de 2013. Atualmente, a arena tem sido a principal vetor de crescimento do programa de sócios-torcedores Avanti. Apenas em novembro de 2014, mês da inauguração, o Palmeiras registrou 11.200 adesões – sua melhor performance na temporada, na qual foi o clube que mais somos associados. Já em 2015, o desejo de garantir ingressos para a nova fez com que a iniciativa experimentasse um crescimento vertiginoso no primeiro semestre, ultrapassando a marca de 100 mil sócios em março e de 120 mil em maio. Hoje, o Verdão gere 126.361 torcedores, marca que faz do Avanti o terceiro maior programa do Brasil e um dos maiores do mundo.

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Aliada à frequência, a localização do Allianz Parque também tem definido negócios para o Palmeiras. A construtora Tecnisa, por exemplo, vê na arena uma âncora importante para a comercialização do seu bairro planejado Parque das Perdizes, e está oferecendo dois anos de ingressos para cada comprador. Mais um caso: na hora de decidir pelo local da primeira unidade da Cantina Palestra, futura rede de alimentação palmeirense, a Sport Food optou pela Casa do Eletricista – um casarão tradicional, a poucos metros da arena.

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Além disso, o Palmeiras também recebe parte da renda dos shows e eventos que acontecem no local, captados pela W/Torre, construtora e parceira na exploração do empreendimento por 30 anos. Os repasses crescem progressivamente conforme o tempo de contrato. Até agora, o Allianz Parque já recebeu mais de 40 eventos e seis grandes shows.

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De fato, a única coisa que falta ao Allianz Parque é o seu primeiro grito de “É campeão”. No próximo dia 2 de dezembro, contra o Santos, pela final da Copa Sadia do Brasil, o clube terá essa oportunidade. Será?

Thiago Zanetin tem 30 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha sempre em ver as verdadeiras cores gialloblù da cidade brilhando Europa afora.

Este post utilizou informações de: FootStats. Imagens: Divulgação

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