Como o Orlando City está desenvolvendo Orlando, o futebol dos EUA e sua marca

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Se no “jogo jogado” o estreante Orlando City ainda busca o seu melhor momento na Major League Soccer-MLS, fora das quatro linhas o clube precisou de apenas três partidas como mandante para demonstrar, na prática, o que pode fazer (e já está fazendo) pela economia de Orlando, pelo desenvolvimento do futebol de elite dos EUA e, claro, pelo seu próprio crescimento, em âmbito local e internacional.

Vamos começar por Orlando. Das 126.404 pessoas que assistiram aos três primeiros jogos do Orlando City no Citrus Bowl (62.510 contra o New York City FC, 31.072 contra o Vancouver Whitecaps FC, e 32.822 contra o D.C. United), mais de 10.000 foram turistas. Vindos de 47 estados norte-americanos e 27 diferentes países, movimentaram consideravelmente os hotéis, bares, restaurantes, comérico e atrações da região – que já contavam com a iniciativa City Alliance.

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Melhor do que isso, o público que vem de fora é consequência do engajamento junto aos torcedores locais – os primeiros e maiores propagandistas do clube. Isso porque, além de futebol, o Orlando City tem oferecido eventos, novas formas de interação com sua marca, como, por exemplo, a corrida “Purple Pride 5K”, o desfile de moda boleira “Soccer And The City” e a tomada de bares para a estreia na MLS. Não por acaso, a campanha #FillTheBowl registrou, contra o New York City FC, o maior público da história do estádio. É presença de marca se convertendo em presença nas arquibancadas.

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E provando que atividade gera atratividade, o Orlando City tem funcionado também como um vetor de internacionalização da MLS. À parte a partida de ontem (12), contra o Portland Timblers – da qual não temos os números – os jogos do clube já chegaram a 110 países, e foram narrados em 30 idiomas diferentes. Os lions, claro, foram “ajudados” pela onda mundial de interesse no futebol dos EUA após a Copa do Mundo FIFA 2014, que garantiu novos e melhores contratos de transmissão para todos; mas a sua estratégia para romper as fronteiras do país é anterior a esse boom.

Diferente dos clubes europeus – que olham fixamente para Ásia e África, além dos EUA – e dos americanos – que, no mais das vezes, apenas contam com visitas das equipes de destaque do Velho Mundo -, o Orlando City resolveu se voltar para a América Latina, e, com a natural influência de seu proprietário, o carioca Flávio Augusto Silva, constituiu no Brasil a sua principal base de torcedores e simpatizantes. Essa expansão começou ainda nos tempos da “Terceirona” USL, com a transmissão online de suas partidas em português. Hoje na MLS, e contando com o apoio de um ídolo tupiniquim de alcance mundial, como Kaká, o que era um diferencial se tornou ferramenta de apoio, já que os lions estão constantemente nas programações de SporTV e ESPN Brasil.

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Em franco crescimento, agora a atual ambição do Orlando City é trazer jogos da Copa América 2016 ao seu futuro estádio próprio. O clube é um dos principais articuladores da candidatura de Orlando para o torneio, em parceria com a Comissão de Esportes da Flórida Central. O primeiro “aquecimento” acontecerá em 27 de julho, quando México e Costa Rica se enfrentarão no Citrus Bowl, em amistoso que conta com a organização dos lions. Até onde (mais) a onda púrpura pode chegar?

Thiago Zanetin tem 29 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha sempre em ver as verdadeiras cores gialloblù da cidade brilhando Europa afora.

Com informações de: Orlando City SC. Imagens: Divulgação

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