Barcelona faturou mais na fase de grupos da Champions do que no Mundial

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Hoje (20), o Barcelona derrotou o River Plate por 3×0 e, pela terceira vez, consagrou-se como campeão da FIFA Club World Cup, o Mundial Interclubes. Para a marca culé, um valor agregado inestimável. Já para os cofres do Camp Nou, um valor menos expressivo. Explicando: a taça rendeu ao clube uma premiação de “apenas” € 4,6 milhões, bem menos do que os € 7 milhões já embolsados nos seis jogos na fase de grupos da UEFA Champions League – sendo quatro vitórias por € 1,5 milhão e dois empates por € 500 mil cada. E essa diferença ainda mais se somarmos os € 12 milhões de bônus pela participação e os outros € 5,5 milhões garantidos com a classificação às oitavas do torneio continental.

Números que, de tão distantes entre si, inspiram cenários inusitados. Por exemplo: você já parou para pensar que o tri mundial do Barcelona rendeu quase três vezes menos do que o valor recebido pelo Macabi Tel-Aviv, de Israel, para perder todos os jogos do seu grupo na Champions? São € 4,6 milhões contra € 12 milhões. Outro: todos os clubes que foram derrotados no play-off preliminar da UCL e “caíram” para a fase de grupos da Europa League garantiram, em dois jogos, € 5,4 milhões (€ 3 milhões pela derrota e € 2,4 por participarem do segundo torneio), quase € 1 mihão a mais do que o Barça.

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Obviamente, essas cifras não querem dizer que ganhar o Mundial é um mau negócio. A marca do Barcelona nunca esteve tão elevada. Neste exato momento, a imprensa do todo o planeta rasga elogios ao clube, patrocinadores planejam e ou executam ativações, outras tantas empresas desejam, ainda mais, entrar no portfólio culé, produtos temáticos serão lançados; enfim, há (com o perdão do trocadilho) um mundo de exposição e oportunidades que tiveram esse título como gatilho. E é aí que está o paradoxo: por que uma competição que desperta tamanho interesse não oferece uma remuneração à altura da sua importância – para os clubes e para o mercado global da bola? Com a palavra, a FIFA.

Thiago Zanetin tem 30 anos e é redator publicitário na Concêntrica Comunicação e Conteúdo. Fanático seguidor do Hellas Verona, sonha sempre em ver as verdadeiras cores gialloblù da cidade brilhando Europa afora.

Imagem: Divulgação

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