Há 2 anos sob comando da torcida, Wrexham FC zerou dívida

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30 de novembro de 2011. Terceiro clube mais antigo em atividade no futebol mundial, o galês Wrexham FC, que milita nas divisões amadores da Inglaterra, corria o risco de falir, por um passivo operacional de £ 400 mil. Entra em campo, então, a Supporters Trust (associação de torcedores) do clube, que assume o comando das operações, com pouco mais de 200 inscritos.

28 de novembro de 2013. Quase duas temporadas depois, o Wrexham FC continua entre os amadores (Skrill Premier, Quinta Divisão); mas a realidade agora é outra. Contando com um aporte de £ 750 mil dos seus mais de 3.100 acionistas populares, e faturando bem acima do seu último déficit – praticamente transformando a cifra de negativa para positiva -, o clube ainda não registrou lucro, mas já se livrou das dívidas e empréstimos bancários. Finanças saneadas, que permitem sonhar com o retorno à Quarta Divisão Sky Bet Football League Two, último nível profissional inglês.

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Milagre? Não. Um excelente case de gestão boleira, em que negócios, resultados esportivos e, claro, torcida, se complementam. É o que mostra o balanço 2012-13 dos dragons: o grosso das receitas na temporada, mais de £ 300 mil, veio das bilheterias e dos produtos relativos às duas decisão do clube em Wembley – a primeira vitoriosa, contra o Grimsby pelo FA Trophy; e a segunda, o play-off de acesso perdido frente aos conterrâneos do Newport County. E, com isso, os ganhos direitos de rádio e TV, e o matchday regular, também ultrapassaram as expectativas.

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Por tudo isso, em 2014 os esforços do Wrexham serão direcionados à melhora da experiência em dias de jogo no Racecourse Ground. É assim que o clube planeja comemorar seus 150 anos, em novembro: investindo nos torcedores – que, nesse mesmo mês, completarão três temporadas de uma administração, realmente, extraordinária.

Imagens: Divulgação

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